O que leva um trabalhador e pai de uma criança, que não possuía, até abril deste ano, passagem pela polícia, virar assaltante? “Ninguém vai acreditar, mas eu pirei, surtei. Estava com problema de família e acabei surtando e conhecendo pessoas erradas. Foi um negócio que aconteceu de repente. Quando olhei pra trás, já não adiantava (mais voltar)”, tentou justificar Uquesley de Almeida em entrevista ao Comércio.
Nos assaltos que praticou em Franca, o marido de aluguel agiu acompanhado por outros bandidos, mas alegou não conhecer nenhum deles. “Eu não agia sozinho. Conhecia eles (comparsas) na rua. Depois cada um ia pro seu lugar. Não faço nem ideia de onde estão, não sei nomes e nem apelidos”, disse.
Almeida negou que agisse com violência. “Eu sei que foi falado, mas não agia com violência. Eu sempre tentava agir com menos violência possível. Falaram até que coloquei faca em pescoço de criança. Eu tenho minha filha. Não ia fazer um negócio desses”.
Arrependido do que fez? O réu confesso em 13 assaltos afirmou que sim. “Agora me arrependo e vou pagar pelo que fiz. Mas tenho comigo na consciência que não fui violento.”
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.