Com o fim das convenções partidárias e consequente definição dos candidatos, constata-se que serão dezessete os concorrentes por Franca, sendo cinco a deputado federal e doze a estadual. Mesmo contando a cidade, atualmente, com aproximadamente 230 mil eleitores, a disputa será acirradíssima,. Há que se levar em consideração o percentual histórico de 20% de abstenções, brancos e nulos. Também, há candidaturas de não francanos que aqui acabam sendo bem votadas. Na última eleição o comediante Tiririca obteve, dos eleitores francanos, mais de 6 mil votos.
O risco de nossa cidade não conseguir eleger ninguém, ou, no máximo dois, parece que fez ressuscitar o movimento criado em 2002, denominado ‘Voto Nosso’.
A ideia do movimento é conscientizar a população da cidade a votar em candidaturas com reais possibilidades de êxito, evitando-se dispersar votos em iniciativas destituídas de qualquer chance de êxito.
O interessante é que todos os candidatos inscritos, quando indagados, estufam o peito e afirmam ter reais chances de se eleger. Alguns deles pautam suas esperanças, no chamado ‘quociente eleitoral’, o mecanismo de cálculo que permite, em algumas situações, que alguém venha a se eleger com uma quantidade inexpressiva de votos graças a uma candidatura com forte apoio popular que acaba alavancando outros. Os mais conhecidos puxadores de votos em eleições passadas foram Paulo Maluf, Tiririca e o falecido Enéas.
Penso, no entanto, que cabe ao eleitor, na hora de depositar o voto, escolher bem, evitando reduzir, ou mesmo, extinguir a representatividade de nossa cidade nos governos estadual e federal. Votar racionalmente, e não emocionalmente! Agora, o voto certo, é o voto útil.
SETÍMIO SALERNO MIGUEL
Advogado empresarial, professor da Faculdade de Direito de Franca
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