O tributo prestado aos 700 francanos que se voluntariaram para lutar na Revolução Constitucionalista de 1932 reuniu populares e 25 homens do Tiro de Guerra em torno do monumento que registra os nomes dos nove voluntários locais que morreram em combate. O ato ocorreu na manhã do último dia 9, feriado. As bandeiras do Brasil, São Paulo e Franca foram empunhadas à frente do pelotão enquanto, na retaguarda, atiradores efetuaram disparos ao som de instrumentos musicais.
Próximo à coroa fúnebre posta em frente ao monumento constitucionalista, uma família filmava e fazia fotos. Eram os descendentes do combatente Manuel Ribeiro Meireles. “Acho merecida a homenagem a esses homens que tiveram a coragem de entrar em combate”, disse o filho de Manuel, Melquiades de Souza Meireles Neto. “Meu pai voltou da batalha, mas trouxe traumas de guerra.”
Para a diretora do Museu Histórico de Franca, Margarida Pansani, que há 20 anos participa do evento, a homenagem é um modo de manter viva a história dos voluntários. “No Museu ainda temos os documentos que mostram as inscrições desses homens, o local para onde foram, quem eram seus pais... No cemitério da Saudade ainda temos o mausoléu dos soldados constitucionalistas”, disse.
O feriado deste 9 de julho comemorou os 82 anos da revolta do Estado de São Paulo contra o governo de Getúlio Vargas.
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