José Lomônaco diz que relatório não conclui nada


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José Antônio Lomônaco nega acusações de assédio e afirma ter agido nos limites da lei
José Antônio Lomônaco nega acusações de assédio e afirma ter agido nos limites da lei
Por que simplificar se é possível complicar? Na Câmara, parece ser regra criar uma confusão a cada dia. Segunda-feira, a Corregedoria finalizou a apuração de representações de assédio moral feitas por servidores contra o diretor-geral, José Antônio Lomônaco. Presidente da comissão, Daniel Radaeli (PMDB) afirmou em entrevista gravada que os membros chegaram à conclusão de que há indícios suficientes de possível infração tanto do Estatuto do Servidor Público quanto da lei que trata do assédio moral. Lomônaco rebateu as afirmações e disse que os documentos protocolados não trazem referência alguma sobre o que foi falado pelo vereador.
 
O diretor afirmou que os relatórios entregues pela Corregedoria não concluem nada, muito menos que ele teria praticado qualquer assédio. “São uma mera repetição de doutrinas sobre o tema. Não mencionam um fato sequer referido nas denúncias, nem os confirma, nem os afasta. Ou seja, não os aprecia”. Disse, ainda, que seu nome não é mencionado no corpo do texto, somente no cabeçalho e, mesmo assim, apenas como referência. “Os relatórios não afirmam nada, nem repelem qualquer argumento, nem afastam, nem confirmam qualquer conduta”, prosseguiu, para concluir em seguida. “Não concluem, enfim, pela existência - ou inexistência - de qualquer fato que possa ser caracterizado como assédio, limitando-se a dizer que, uma vez constatado o assédio, o servidor assediado teria direito à reparação. Mais, não dizem”.
 
Além de classificar os relatórios de mera repetição de doutrinas, Lomônaco negou que tenha assediado os servidores. “Entendo que agi nos limites da lei, segundo exercício regular de Direito, sem ofensas pessoais, tendo exigido apenas o que a lei determina que seja feito nos limites do Estatuto do Servidor Público Municipal”.
 
O Comércio teve acesso ao teor dos relatórios. De fato, não há citação sobre a existência ou não da prática de assédio. Radaeli voltou a ser ouvido e reafirmou o que disse na entrevista. A entrega pela metade dos documentos ao setor de protocolo seria a explicação para as divergências entre o que foi falado por ele e o que foi escrito. “Entregamos o relatório sem a parte conclusiva impressa. Vamos protocolar a conclusão. Há indícios de assédio, o que deverá será apurado por sindicância interna”.

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