Polícia localiza falso advogado que dava expediente em praça


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Delegado Pedro Dallaqua mostra documentos apreendidos na casa de suspeito investigado
Delegado Pedro Dallaqua mostra documentos apreendidos na casa de suspeito investigado
A equipe de investigação do 1º Distrito Policial, comandada pelo delegado Pedro Luiz Dallaqua, localizou ontem um homem de 56 anos, acusado de se passar por advogado. O homem, que foi detido em sua casa no Centro, marcava encontro com as vítimas na praça do Cemitério da Saudade e usava outro nome. Ele foi detido pelo mesmo crime em 2007. Na época, o acusado já possuía três passagens por estelionato, mas não há registros de condenações.
 
O 1º DP passou a investigá-lo quando uma mulher procurou Dallaqua para informar o que teria lhe ocorrido. “A vítima perdeu a guarda de dois filhos e precisou recorrer. Ela trabalha em um restaurante e este senhor se apresentou como advogado propondo entrar com uma ação na Justiça”, lembrou o delegado.
 
A polícia apurou que ele exigiu, no início, R$ 58 para pagar xerox de documentos e depois outros R$ 58 para autenticações. O fato do suposto advogado se encontrar com a mulher na praça do Cemitério da Saudade e não informar endereço do seu escritório lhe provocou suspeitas. Ela e uma irmã resolveram procurar a polícia e descobriram que o advogado poderia ser um estelionatário. Assim, acabou denunciando o caso. A vítima ficou sabendo também que tinha apenas 24 horas para recorrer da decisão judicial para reaver a guarda dos filhos. 
 
Duas semanas após o registro da denúncia, o 1º DP chegou ao golpista. Em sua casa, a equipe localizou documentos assinados por outras dez pessoas. “Ele tinha procurações para entrar na Justiça com pedidos de revisões de aposentadorias, auxílio doença, indenizações por acidentes de trabalho. Agora, nosso próximo passo é tentar localizar estas eventuais vítimas”, destacou o delegado.
 
O suspeito foi ouvido em interrogatório, negou a acusação e liberado para responder ao inquérito em liberdade. “Ele não é advogado, não é bacharel em Direito, nada”, reiterou Dallaqua.
 
Em agosto de 2007, o mesmo distrito anunciou que o acusado teria se passado por advogado para aplicar golpes. Na época, duas vítimas formalizaram denúncia, mas não há registro na polícia de condenações.
 
A 13ª Subseção da OAB (Ordem dos Advogados) de Franca) alertou que para evitar ser lesado por falsos advogados deve-se digitar o número da inscrição e o nome do profissional no site cna.oab.org.br para saber de sua situação. Persistindo dúvidas, deve-se procurar a sede da entidade.

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