Match diz que prisão do britânico Ray Whelan foi arbitrária e ilegal


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Raymond Whelan, suspeito de chefiar esquema de vendas ilegal de ingressos dos jogos da Copa do Mundo
Raymond Whelan, suspeito de chefiar esquema de vendas ilegal de ingressos dos jogos da Copa do Mundo

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

A empresa Match Services, que detém direitos exclusivos sobre a comercialização de pacotes de hospitalidade (que inclui ingressos e serviços VIP) da Copa do Mundo, divulgou nota em que considera a prisão de seu diretor, o britânico Raymon Whelan, “arbitrária e ilegal”. Whelan foi preso na Operação Jules Rimet, da Polícia Civil, que investiga a venda ilegal de ingressos da Copa, no último dia 7.

O executivo da empresa, associada à Federação Internacional de Futebol (Fifa), acabou sendo solto por determinação da Justiça fluminense na madrugada do dia seguinte. Segundo a nota da Match, “a polícia está fazendo suposições sem uma investigação apropriada e sem o mínimo entendimento de como realmente funciona o sistema de venda de ingressos e pacotes de hospitalidade".

A empresa também criticou o vazamento de fragmentos de conversas telefônicas entre Whelan e o franco-argelino Lamine Fofana, suspeito de ser um dos chefes de um esquema de venda ilegal de ingressos para a Copa 2014. Sobre as conversas, a Match informou que não há evidências de qualquer crime no diálogo entre os dois.

A Match também considerou ilegal o vazamento de “escutas privadas de conversas de Ray”. A empresa diz que a Polícia Civil não quer passar informações sobre os 83 ingressos e pacotes de hospitalidade apreendidos no quarto de Whelan, no Hotel Copacabana Palace, na zona sul do Rio.

A nota informa ainda que a Match está disposta a enviar registros de negociações da empresa para a polícia, a fim de provar a inocência de Whelan.

A Polícia Civil encaminhou ontem (9) ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) o relatório final do inquérito da Operação Jules Rimet, que indicia 12 pessoas por cambismo (venda ilegal de ingressos) e associação criminosa. Foram pedidas as prisões preventivas de 11 delas, entre os quais a de Raymond Whelan. 

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