O corpo encontrado carbonizado na noite de segunda-feira em uma chácara na São Sebastião, em Franca, é do pedreiro Roberto Antônio Rosa, 43. A bota de segurança que ele calçava foi reconhecida pela família. Outro detalhe que confere com o cadáver é a atrofia de um dos dedos da mão direita. Os familiares também viram imagens fotográficas do rosto, que não foi atingido pela chamas, e não tiveram dúvidas.
A hipótese de que a vítima fosse um trabalhador da construção civil já havia sido levantada pela equipe do Setor de Homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) após análise das fotos do corpo. A bota chamou a atenção e na camisa usada pela vítima havia indícios do símbolo de uma construtora. No final da manhã de terça-feira, os policiais tentaram contato com a empresa, mas o número existente na lista estava desligado.
Indigente
Sem identificação, o até então desconhecido foi sepultado como indigente na tarde de terça-feira, no Cemitério Santo Agostinho, com trabalhos da Funerária Francana. No início da noite, uma família do Luiza II se apresentou no Plantão Policial para registrar o desaparecimento de Rosa. A polícia, com base nas informações da família, constatou que o morto de segunda-feira poderia ser o pedreiro. O reconhecimento foi positivo.
A mulher de Rosa disse em depoimento que ele trabalhava para uma construtora e, possivelmente, recebeu o salário na segunda. Ela declarou ainda que o marido não era usuário de drogas e acredita que ele tenha sido atraído ao local onde o corpo foi encontrado. A dona de casa disse também que Rosa tinha uma Saveiro. Minutos depois chegou a informação de um veículo incendiado na rodovia Nelson Nogueira, que liga Franca a Ribeirão Corrente. Era a Saveiro do pedreiro morto.
“A hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte) ganha força, mas é necessário esgotar todas as possibilidades e aguardar o fim das investigações para se chegar a uma conclusão”, disse o investigador Luciano Tavares, que ao lado de Paulo Rodrigues, sob comando do delegado Márcio Garcia Murari, trabalha na apuração do caso.
O corpo em chamas foi localizado pelo pedreiro VRB, 34, por volta das 18h30 de segunda-feira. Alertado pela mulher sobre o fogo em uma plantação de bananas, ele foi ao local apagar as chamas e deparou-se com o corpo pegando fogo. O assassino, segundo a polícia, usou um cinto para estrangular a vítima, jogou folhas de bananeira sobre o corpo e ateou fogo. Se Rosa ainda estava vivo quando lhe atearam fogo, somente a perícia poderá esclarecer.
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