Ironia se torna arma contra decepção


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Antes da partida começar, hino foi cantado com orgulho e a mão no peito, mas depois com os gols alemães saindo amigos simularam choro em meio aos torcedores
Antes da partida começar, hino foi cantado com orgulho e a mão no peito, mas depois com os gols alemães saindo amigos simularam choro em meio aos torcedores
Os francanos, assim como todos os brasileiros, viram a esperança de conquistar o sexto título mundial de futebol “secar” já no primeiro tempo da partida de ontem, quando a Alemanha anotou 5 a 0 sobre o time de Felipão. As cornetas, apitos, gritos e palmas foram se calando pouco a pouco no Castelinho e, após o quinto gol, muitos assentos - antes disputados - ficaram vazios. “Estou decepcionado”, disse o supervisor Alexandre Borges, que tingiu de verde e amarelo a própria barba em apoio à seleção. “Não tenho nem forças para ir embora. Sabia que ia ser um jogo ‘apertado’, mas nunca imaginei um placar desses.” 
 
Pouco antes da partida, os torcedores se uniram em uma corrente positiva. O hino nacional foi acompanhado de pé e, quebrando o protocolo, seguido de palmas e ovação. Os palpites, embora tímidos quanto a uma eventual vantagem, eram a favor da seleção canarinho. “Fizemos a nossa parte. Acho que a seleção já entrou em campo fragilizada pela ausência do Neymar, mas não acredito que isso seja desculpa. Como pode o Neymar carregar a pátria nas costas?”, se perguntou o professor Rafael Froes.
 
Já no segundo tempo, os torcedores do Fran Fest encontravam-se em um clima diferente, anestesiados. Já no sexto gol da Alemanha, o clima foi de festa, com comemoração. A ironia foi tamanha, que dois amigos imitaram lágrimas pingando cerveja sobre o rosto. “É rir pra não chorar”, comentou o estudante Fred Mendonça ao ser fotografado nesta brincadeira. Mesmo com a descrença, o bar se envolveu em festa ao assistir ao gol de honra feito por Oscar no fim. Restou voltar para casa e esperar mais quatro anos pelo hexa.

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