Estamos tristes com o fim da Copa para o Neymar, e a tristeza permite reflexão. Proponho uma visão holística, uma visão do todo.
A palavra holística tem origem no termo grego holos, que significa todo, inteiro. De fato, para Neymar, a copa do mundo acabou, porém é possível também pensar que acabou com todo o peso que restava em suas costas. Tinha que ser o melhor, tinha que ganhar a Copa do mundo.
Lidar com expectativas, com pressão, gera medo, frustrações, sentimentos desconhecidos.
Uma psicóloga foi levada aos jogadores justamente para ajudar a vivenciar e entender esses sentimentos. Havia enorme peso sobre as costas do Neymar e a lesão tirou tanto o jogador do torneio quanto suas pressões. Coincidência ou desejo inconsciente?
Essa reflexão é ratificada pela terapeuta holística Beatriz Gouveia, da Anima Núcleo de Educação e Terapias Integrativas de Franca.
Resta saber se a ‘seleção’ brasileira é um todo ou apenas ‘seleção’ de jogadores com talentos individuais. Forem um todo, um conjunto, há esperanças para hoje.
Caso contrário, exceto com sorte, conseguiremos o hexa. Nas nossas condutas é imprescindível pensar e agir de forma holística ou sistêmica, principalmente nos dias atuais em que vivemos uma sociedade em rede, com inúmeras articulações e contatos.
Tudo, de certa forma, está interligado. Embora uma parte do todo possa fazer diferença, é certo que não se ‘vence’ batalhas pessoais e profissionais sozinho.
Em toda conquista há sempre uma dedicação — que é pessoal e intransferível — mas, nessas conquistas, não se pode esquecer da noção do ‘todo’. Somos ‘um todo’, ou seja, um ser humano inserido em um sistema integrativo — holístico.
Aprendamos com Neymar. Desejo que se recupere da lesão e nos dê alegrias continuando a jogar seu belo futebol. Força Neymar. Avante, seleção brasileira. Que o fato sirva de motivação para o hexa!
Acir de Matos Gomes
Advogado, professor universitário
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