Vivemos extrema expectativa no cenário econômico e político do país, motivado por dúvidas e indefinições. No aspecto político há incerteza quanto ao panorama eleitoral, já que não está claro quem serão todos os candidatos e seus projetos de governo. Do ponto de vista econômico, mais indefinições. O brasileiro está submetido a uma das mais elevadas cargas tributárias do mundo, e sem contraprestação. Constata-se com a falta de segurança generalizada, precariedade da saúde pública, falta de investimentos em infra-estrutura para o desenvolvimento econômico da indústria.
A política econômica tem sido baseada na estimulação crescente do consumo, que de nada porque pouco se faz para que a indústria cresça, principalmente quanto a infraestrutura — estradas, ferrovias, portos, e principalmente, no sistema energético, que está com os dias contatos para entrar em colapso.
Em consequência, o mercado se retrai e a economia deixa de crescer. Aumenta o desemprego, há queda no consumo e endividamento da população. Também vivemos a Copa, que influencia a economia. É notório que com os jogos há desaquecimento por queda no consumo.
O brasileiro tem dedicado boa parte de seu tempo a acompanhar jogos e parou de comprar. A maior parte das lojas têm fechado em dia de jogos.
A queda no consumo tem como consequência um efeito cascata, na medida em que o empresário deixa de comprar do fornecedor, contém gastos e ,para isso, demite empregados. Empregos estão cada dia mais estabilizados. Por medo de retração generalizada, as pessoas evitam gastos desnecessários, pois não sabem quando terão nova fonte de renda.
A realização da Copa dá visibilidade importante para o Brasil, mas do ponto de vista econômico, provoca estagnação cujos reflexos são sentidos diretamente no dia a dia dos brasileiros, seja em relação aos empresários ou ainda a todas as classes econômicas, que ficam reféns desse momento.
Luciano Duarte Peres
Especialista em Direito Financeiro, presidente do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor Bancário
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