Prédios são destruídos para dar espaço a novos imóveis


| Tempo de leitura: 3 min
Imóvel onde funcionava uma oficina de motos e acessórios na rua General Osório, na Estação, foi demolido recentemente e entulhos estão no local ainda
Imóvel onde funcionava uma oficina de motos e acessórios na rua General Osório, na Estação, foi demolido recentemente e entulhos estão no local ainda
Basta dar uma volta com um olhar mais atento pela cidade para se deparar com demolições em andamento ou sendo concluídas em diferentes bairros. A região central de Franca concentra a maioria das edificações antigas, mas, alguns prédios foram colocados abaixo nos últimos anos para dar lugar a empreendimentos mais modernos. É o caso de uma antiga pensão que ficava em frente ao terminal de ônibus da Estação, que foi demolida e hoje “se tornou” uma galeria moderna com cinco lojas. Grande parte dos imóveis construídos nos terrenos é destinada ao comércio, mas em algumas regiões, como na avenida Presidente Vargas, casas centenárias foram demolidas para abrir espaço para prédios residenciais modernos. Fernando Batista Fabiano, proprietário da Demolidora FBF, afirma que a procura pelo serviço de demolição registrou um aumento de 10% em relação ao mesmo período no ano passado. “A maior procura acontece principalmente no Centro da cidade, especialmente na região do Cemitério da Saudade.”
 
Segundo Batista, 95% das demolições dão lugar a imóveis destinados à instalação de algum comércio. “Quem nos contrata para fazer o serviço geralmente acabou de comprar o imóvel e pretende construir um prédio mais moderno. Uma das justificativas é que dependendo da localização, o terreno se torna mais valorizado do que o imóvel e não compensa ter um prédio velho no local.” Outra razão apontada é quanto à manutenção do imóvel. “Às vezes, o proprietário leva prejuízo. E se o prédio é muito velho nem consegue alugar por um valor muito alto, mesmo estando em uma região valorizada.” 
 
Dependendo do tamanho do imóvel, a demolição pode demorar cinco dias e custar até R$ 8 mil. “Por este valor entregamos o terreno limpo. Em alguns casos é possível aproveitar material como portas, portão e azulejos.”
 
Áreas vagas
A falta de áreas disponíveis para a construção de edificações também leva os empreendedores a optar pelas demolições. É o caso da Mazza Imóveis. Com o projeto de construção de um edifício de 29 andares, o proprietário da imobiliária, Sérgio Mazza, adquiriu um terreno na avenida Presidente Vargas de mais de 2.300 metros quadrados. O espaço abriga atualmente uma construção de 1.500 metros quadrados que está com os dias contados. “A demolição será iniciada nos próximos dias para dar lugar a um belíssimo edifício.” Segundo Sérgio Mazza, em regiões mais valorizadas como nas avenidas Presidente Vargas e Major Nicácio e Centro, a demolição se torna a única alternativa para construir. “Em alguns locais da cidade não temos mais terrenos vagos. São regiões muito interessantes para a construção de prédios, tais como região central e principalmente Cidade Nova.”
 
O valor a ser pago pelo imóvel ou terreno varia muito de uma região para a outra. “O valor cobrado pelo proprietário depende da negociação. Tem casos em que o terreno está tão valorizado que não importa o que tem em cima dele. A análise de viabilidade define se vale a pena ou não. Vai muito da expectativa dos proprietários da área. Na maioria dos casos, vale muito a pena porque são regiões tão valorizadas que consequentemente as novas edificações também serão.”

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários