Venda de carros zero km cai e de veículos usados deslancha


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O gerente Márcio Ferrari, da Francauto, diz que houve migração de vendas de novos para seminovos
O gerente Márcio Ferrari, da Francauto, diz que houve migração de vendas de novos para seminovos
A venda de carros novos em Franca, que nos últimos anos teve uma alavanca com a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e as facilidades de crédito, vem desde o começo de 2014 dando sinais de encolhimento. Segundo dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), de janeiro a maio deste ano, o total de emplacamento de veículos de passeio zero quilômetro na cidade caiu 11,1% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram emplacadas 2.479 unidades. A retração também foi sentida nos números da frota total (veja quadro nesta página).
 
Se por um lado, houve queda na venda de novos, o mercado de seminovos teve desempenho contrário. Concessionárias e garagens da cidade confirmam que os usados voltaram a ser atrativos e a movimentar o setor, mesmo com a realização de uma análise de crédito mais criteriosa.
 
De acordo com o gerente de vendas Márcio Henrique Ferrari, da Francauto Concessionária Volkswagen, os seminovos passaram a ter giro novamente, após a retomada de parte do IPI dos zero quilômetro, que deve voltar à sua totalidade, e a inclusão de itens obrigatórios de segurança, como airbag e freio ABS, que encareceram o custo dos carros novos. “Houve uma migração, tanto que estou precisando comprar carro usado para estoque”, revelou. Na concessionária, a venda de seminovos cresceu de 40 para 50 veículos/mês em média.
 
Para o supervisor de novos da Ortovel Concessionária Ford, Marciel Aparecido Costa, a diferença de preço é um dos fatores que impulsiona o consumidor a preferir um seminovo diante de um zero. Tanto que os negócios concretizados com veículos usados mensalmente passaram de 28 em 2013 para 40 nesse ano. Em contrapartida, a venda de novos despencou de 70 carros por mês, em média, para 45.
 
No caso dos veículos da marca, por exemplo, um usado a partir do ano 2010 consegue ser comercializado entre R$ 20 mil a R$ 28 mil, enquanto que um novo não sai por menos de R$ 31 mil.
 
Outra vantagem é que muitos seminovos ainda estão com a garantia de fábrica e são mais fáceis de serem financiados. “O seminovo se tornou vantajoso, pois, com R$ 25 mil você compra um carro completo e motor 1.4. Já no caso do novo, você desembolsa mais de R$ 30 mil e pega um carro inferior, 1.0 e básico”, disse o supervisor de seminovos da Automec Concessionária Chevrolet, Júlio César de Pádua, que comemora um crescimento de 4,5% nas vendas de janeiro a maio, ante o mesmo período do ano anterior.

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