Repercuto, aqui, dois fatos que ganharam destaque nos últimos dias na imprensa nacional e internacional.
O primeiro é o episódio envolvendo o jogador Luis Suárez, do Uruguai, e o atleta Chiellini, da seleção italiana. O avante do Uruguai, que estava cotado para ser um de seus artilheiros, num ato de manifesto canibalismo, mordeu, despudoradamente, o jogador italiano.
O pior é que fato igual já havia ocorrido duas outras vezes. Boa parte da mídia nacional e internacional classificou a punição aplicada pela FIFA — nove jogos, quatro meses de suspensão e mais multa — como exagerada. Porém, esse não é o meu entendimento, embora respeitando quem pense diferente.
Primeiro, porque Suárez é reincidente específico. Além de mordedor se mostrou racista em episódio que ganhou ampla repercussão à época.
Também devia ter a consciência de que, como desportista de sucesso, é copiado pelo universo infantil, especialmente em seu país.
Assim, a meu juízo, a Comissão Disciplinar da FIFA apenas fez cumprir à lei, coisa que, convenhamos, talvez o brasileiro não esteja muito acostumado a ver em nosso futebol.
O segundo episódio que quero destacar é o da utilização indevida da Petrobrás, feita pelo governo Dilma, para tentar equilibrar as finanças do país, mas colocando em risco a saúde financeira da empresa.
A Petrobrás, uma das maiores empresas de petróleo do mundo, vem tendo seus ativos dilapidados com constantes medidas, algumas questionáveis sob o ponto de vista da legalidade e da moralidade.
O Partido dos Trabalhadores que, acertadamente a meu ver, sempre foi contra a privatização da Petrobrás, agora pressiona o caixa da empresa, colocando em risco sua vitalidade econômica e financeira e puxando o valor de suas ações para baixo, com medidas que têm gerado grandes desconfianças ao mercado.
Assim, pior do que vender, é ter de liquidar.
SETÍMIO SALERNO MIGUEL
Advogado empresarial e professor da Faculdade de Direito de Franca.
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