O servente desempregado WAS, 28, foi preso pela Polícia Civil de Franca sob a acusação de manter a mulher e os três filhos em cárcere privado em uma residência do Jardim Brasilândia, em Franca. Ele também é acusado de agredir as vítimas física e psicologicamente, além de ameaçá-las e maltratá-las. A prisão foi realizada por agentes da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) após a Justiça expedir um mandado.
A polícia tomou conhecimento dos crimes a partir de denúncias que chegaram ao Cras (Centro de Referência de Assistência Social). Assistentes sociais conseguiram contato com a mulher do acusado. Ela, que tem 31 anos, confirmou que era constantemente agredida pelo companheiro, junto com os três filhos de 2 anos, 5 anos e 10 anos. Além disto, todos eram proibidos de sair de casa. As assistentes tentaram, mas não conseguiram convencer a mulher a comparecer na delegacia para formalizar uma denúncia.
O caso foi levado ao conhecimento da DDM e, a pedido da delegada Graciela de Lourdes David Ambrósio, a Justiça expediu mandado de prisão temporária para o suspeito. Ele foi localizado e preso. Depois isso, a família acabou conduzida à unidade especializada.
Após receber garantias de que não teria mais contato com o marido, a mulher relatou que, além de ser mantida em cárcere privado, ela e os filhos eram agredidos. Conforme explicou, ela era ameaçada de morte caso denunciasse os fatos e frequentemente agredida com socos, chutes, pauladas e tapas no rosto junto com os filhos.
As crianças foram ouvidas e confirmaram que eram maltratadas. Elas exibiram hematomas diversos. A mais nova carregava no rosto uma marca que teria sido provocada por um soco desferido pelo pai. A mulher disse que se desesperava com as agressões, mas não tentava impedir por que o marido aumentava ainda mais a violência.
O acusado foi ouvido pela autoridade policial e autuado em flagrante por lesão corporal, maus tratos, ameaças, sequestro e cárcere privado. Ele negou todas as acusações, mas vai permanecer preso e à disposição da Justiça. A família foi retirada da casa onde residia e, com apoio do Cras, recolocada em outra moradia, com apoio financeiro e psicológico.
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