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Terminou o prazo para os partidos políticos realizarem convenções para a eleição de outubro. A definição do cenário revelou um número recorde de 16 candidatos por Franca. A disputa para deputado estadual será mais acirrada e poderá colocar em risco a manutenção das duas cadeiras que a cidade tem na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Roberto Engler (PSDB) e Gilson de Souza (DEM), que tentam a reeleição, vão enfrentar outros nove concorrentes. A briga pela Câmara Federal, com cinco nomes, mostra-se menos congestionada.
Nas eleições de 2010, foram 15 candidatos, mas a distribuição era mais equilibrada. Oito saíram para deputado federal e sete para estadual. Ubiali (PSB) ficou na primeira suplência do partido para a Câmara Federal e assumiu a vaga quando Márcio França se afastou para tornar-se secretário estadual de Turismo. Engler e Gilson se reelegeram para novo mandato na Assembleia sem sustos.
Agora, o cenário promete ser mais turbulento especialmente no caso dos estaduais. Serão 11 candidatos disputando os votos de um colégio eleitoral formado por 229 mil eleitores.
A mais nova concorrente a entrar na briga é Elisa Gosuen, filha do ex-prefeito Onofre Gosuen e miss Franca de 1973, que teve o nome confirmado na convenção do PSD, realizada ontem em São Paulo. Ela preside a Udecif (União de Defesa da Cidadania de Franca), entidade que faz cobertura crítica das sessões da Câmara Municipal.
No domingo, também foram homologadas as candidaturas de Gilson, Engler, Tony Hill (PMN) e Pastor Otávio (PTB).
Opiniões
Estreante em disputas eleitorais, o radialista Tony Hill, conhecido pelo bordão “É eu, bem!”, não acredita que o excesso de candidatos possa prejudicar a cidade. “Tem muita gente, mas há espaço para todos. Estou animado e vou fazer minha parte. Cada um terá que correr atrás. No final, quem trabalhar melhor será privilegiado.”
Vereador de primeiro mandato, Daniel Radaeli (PMDB) disputará pela primeira vez uma eleição para deputado. Ele disse que o elevado número de candidatos faz parte do processo democrático. “Caberá ao eleitor avaliar o passado, presente e perspectivas de futuro. Temos que esquecer os adversários, correr atrás de votos e mostrar do que é capaz.”
Na avaliação de Gilson de Souza, que viu o antigo apoiador Laercinho (PP) tornar-se adversário da noite para o dia, a enxurrada de candidatos pode, sim, afetar a representatividade de Franca na Assembleia. “Alguns entram só para deixar o nome em evidência ou para tentar atrapalhar os adversários. O ideal seria que isso não acontecesse, mas faz parte da democracia. Será uma eleição mais difícil, mas acredito que os eleitores de Franca e região vão reconhecer o trabalho sério que tenho feito.”
Laercinho disse que sua intenção não é prejudicar. “Não vou tirar votos do Gilson nem do Engler. Pretendo brigar pelos votos perdidos que, normalmente, são dados para candidatos de fora.”
Roberto Engler afirmou que o grande número de candidatos torna a eleição “mais complicada”. “Respeitamos o direito de cada um em colocar seu nome na disputa, mas, sem dúvida, o grande número de candidatos em Franca torna a eleição muito mais complicada para todos.”
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