Finalmente, a reação


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A decretação da prisão preventiva de dois manifestantes, sob a acusação de agirem como black blocs e incitarem vandalismo, pode ser o começo da solução para a crise de descontrole social que enfrentamos. 
 
Independente de quem sejam, o importante é identificar a participação de cada um nos atos de  desordem e fazê-los responder cível e criminalmente por agravos e danos. 
 
É o que já deveria ter sido feito desde os primeiros atos de vandalismo ocorridos em São Paulo, durante as manifestações do MPL (Movimento do Passe Livre), e nos atos de rebeldia concretizados pela interrupção de vias públicas, queima de veículos e destruição de bens públicos e particulares.
 
As autoridades devem ao povo a manutenção de ambiente salubre, onde as pessoas possam ir e vir sem correr qualquer tipo de risco. 
 
Os que fazem periclitar a ordem pública precisam ser contidos e responder por seus atos.  Manifestações pacíficas são permitidas pela Constituição, como instrumento da sociedade democrática mas, quando degringolam, têm de ser controladas. Isso interessa até aos reivindicantes. Sem a invasão de desordeiros, podem levar suas bandeiras até quem de direito e tentar as soluções que buscam. 
 
Assim que as manifestações começaram a pipocar, surgiram os desordeiros chamados black blocs. Suas presenças chegaram a ser glamurizadas por muitos, e as polícias que coibiriam no estrito cumprimento de seus deveres,  foram acusadas de repressão violenta, em flagrante inversão de valores. 
 
Os presos acabaram soltos e isso incitou mais baderna. Se, nos primeiros casos, tivessem sido tratados com rigor, é certo que não teríamos assistido à série de atentados à segurança pública e de dano ao patrimônio, ocorridas em todo o país. 
 
Todo indivíduo em que saber, previamente, que se infringir a lei, promover quebra-quebra, prejudicar a vida da cidade, enfrentará consequências. Os que assim continuaram fazendo, o fizeram na certeza da impunidade. Agora, as autoridades reagiram. Antes tarde do que nunca... 
 
Dirceu Cardoso Gonçalves
Tenente, articulista 
 

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