Insha’Allah. Quem não se lembra da atriz Carla Diaz, ainda criança, interpretando a menina Khadija na novela O Clone, da Rede Globo, dizendo a expressão? Fácil lembrar da frase, assim como é natural se recordar das inúmeras apresentações de dança do ventre que aconteceram ao longo da novela. Giovanna Antonelli era uma das atrizes que desfilavam de véu, balançando o corpo.
Distante da dramaturgia da televisão, na vida real, a dança continua a atrair a atenção das mulheres. É o que garante Fabiana Rodrigues, 34, dançarina e professora da arte no Espaço Árabe, em Franca. Ela conheceu a dança por indicação de uma amiga, mas não se empolgou à primeira vista. “Achava bonito, mas pensava que não era para mim”, disse.
Por acreditarem ser uma dança apenas sensual, diversas mulheres demonstram um certo preconceito, mas, de acordo com Fabiana, ele não passa da primeira aula. “Para mim, sempre foi muito mais do que sensualidade. Vejo que a dança do ventre realmente muda a vida de quem pratica. Ela melhora a autoestima, estimula a feminilidade e o convívio social, relaxa o corpo e previne o estresse, melhora a circulação e o tônus muscular e alivia a sensação de mal estar”, disse.
Fabiana sentiu a melhora na própria vida e na de muitas alunas. Ela perdeu dez quilos, fortaleceu abdome, pernas e braços. Tudo com a dança do ventre.
A agente de viagens Tatiane Teles, 31, também viu a vida mudar através do balanço do ventre. A primeira aula foi por curiosidade, na academia onde fazia musculação. Foi amor à primeira vista. “Estava passando por diversos problemas pessoais e a dança me colocou de volta no foco. Consegui através dela e da autoestima que ela proporciona eliminar as coisas que me faziam mal”, afirma.
Tatiane emagreceu 13 quilos desde que começou a praticar a dança, há seis anos, mas a mudança, ela conta, foi muito além do físico. “Passei a ter muito mais desenvoltura e isso me ajudou inclusive profissionalmente, pois diversas vezes tenho que falar em público.”
Tatiane faz parte de um dos grupos de dança do Espaço Árabe e está acostumada a fazer apresentações em eventos e concursos de dança do ventre.
A coordenadora de atendimento Marisa Sousa, 31, é outra apaixonada pela dança do ventre. Ela tem dois filhos e faz as aulas há oito anos. Dançou, inclusive, grávida. Marisa conta que era extremamente introvertida antes de conhecer a dança. Tímida, suava as mãos sempre que precisava enfrentar um novo desafio. Tinha ainda problemas de postura, retenção de líquidos e de circulação nas pernas. A dança do ventre ajudou a superar tudo isso. “Posso garantir que sou uma nova mulher”, afirmou.
Renda-se
A dança do ventre é uma arte milenar e há poucos registros na história sobre seu início. Alguns autores defendem a tese de que ela teria surgido no antigo Egito, em rituais religiosos que reverenciavam deusas e a fertilidade. As batidas de quadril e os movimentos de abdome caracterizam a dança e são ainda hoje marcas dela ao redor do mundo.
A dança trabalha todo o corpo e é considerada uma atividade completa para quem deseja tonificados músculos e emagrecer, ao mesmo tempo em que trabalha a auto estima e a feminilidade.
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