O delegado Pedro Luiz Dallaqua, mesmo contra a vontade da vítima, mandou para a cadeia o sapateiro AGS, 44, do Jardim Martins, com base na lei Maria da Penha. Ele agrediu a mãe, dona de casa IFS, 73, duas vezes em um intervalo de três horas e, no Plantão Policial, ameaçou colocar fogo na residência dela.
O acusado foi para a cadeia do Jardim Guanabara chorando, mesmo com a mãe contrária à prisão. “O STF (Supremo Tribunal Federal), quando da confirmação da lei Maria da Penha, decidiu que a punição ao agressor independe da representação da vítima. O suspeito pode ser punido mesmo que a vítima não queira processá-lo”, lembrou o delegado Dallaqua.
O histórico envolvendo a idosa e o filho teve início pouco depois das 22 horas de sexta-feira. PMs foram acionados para comparecerem no Martins, onde haviam denúncias de agressões contra uma senhora idosa. No local, a mulher confirmou “problemas” com o filho, mas se recusou a comparecer no Plantão Policial para registrar a ocorrência.
Três horas depois, já na madrugada de sábado, uma nova solicitação no mesmo endereço. PMs apuraram que o acusado jogou a mãe no chão e a agrediu com vários chutes. O sapateiro resistiu à detenção e foram necessários o uso de força física moderada e algemas para poder contê-lo e conduzi-lo ao Plantão.
Na presença do delegado Dallaqua, proferiu graves ameaças contra a mãe e disse que iria colocar fogo na casa dela. Diante dos fatos, a autoridade policial determinou a elaboração dos autos de prisão em flagrante do acusado. O delegado arbitrou fiança de R$ 800 e, como o valor não foi pago, AGS foi para a cadeia.
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