Mulher planeja e, com ajuda da filha e genro, rouba ex


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Imagem meramente ilustrativa
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A polícia de Franca acusa uma família do City Petrópolis de estar envolvida em um roubo que rendeu mais de R$ 10 mil aos autores. O crime, ocorrido no último dia 22 de abril, teria sido planejado por uma faxineira de 47 anos. Ela contou com a ajuda da filha, sapateira de 22 anos, do genro, servente de 32 anos, e um sobrinho de 24 anos. A vítima foi o ex-namorado da faxineira, vendedor de 67 anos, da Vila Santa Cruz. 
 
O assalto foi praticado pouco antes das 10 horas da manhã do dia 22 de abril. O vendedor, que trabalha com pescados, em razão da Semana Santa, faturou mais de R$ 10 mil com a venda de produtos do gênero. Naquela manhã, ele abriu o portão da garagem para levar o dinheiro para o banco. Neste momento, foi rendido por dois indivíduos que estavam em frente ao imóvel em uma moto. O vendedor foi obrigado a deixar a dupla entrar na casa.
 
No interior da sala estava a namorada, faxineira de 47 anos, sentada, assistindo à televisão e falando ao celular. Os bandidos não a importunaram. Eles queriam dinheiro da vítima, que ofereceu o que tinha na carteira. No entanto, a dupla disse que sabia dos R$ 10 mil escondidos em uma caixa no quarto e obrigou o vendedor a entregá-la. Os autores fugiram e a faxineira continuou ali, sentada, como se nada tivesse ocorrido.
 
Investigações
Apesar de o roubo ter ocorrido na área do 4º DP, foi a equipe do 5º DP, em apoio à equipe do 4º, que ficou encarregada de tomar depoimentos dos suspeitos. 
 
Os policiais encontraram várias contradições nos interrogatórios de mãe, filha e genro - o sobrinho da mulher não foi localizado, mas está identificado. Até os motivos que levaram a faxineira à casa do vendedor na manhã do roubo apresentam contradições.
 
A vítima conta uma história, a ex-namorada relata outra e a filha dela tem uma terceira versão. Sobre a “calma” durante o assalto, a suspeita alegou que ficou paralisada, mas não soube explicar por que não pediu ajuda com quem estava falando.
 
A polícia apurou ainda que a faxineira, no dia seguinte ao crime, quitou uma grande quantidade de dívidas em atraso. Ela alegou que teria sido da venda de um veículo, que ela nunca teve. Os investigadores apuraram também, com ajuda de uma testemunha, que a moto usada durante o crime seria de um outro parente da faxineira. 
 
“As contradições dos suspeitos não deixam dúvidas da participação deles no crime”, destacou o investigador Reginaldo Calil, ao lado do outro investigador do caso, Sérgio Fricelli. O relatório das investigações do 5º DP foi enviado ao 4º DP. O delegado Dalmo Mateus Pólo não descarta a possibilidade de pedir a prisão preventiva de todos os integrantes da família.
 

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