O boom no valor dos imóveis, que para especialistas estaria propício a aumentar durante a Copa, não se concretizou. A inflação imobiliária que era dada como certa não passou de especulação e os preços estão estagnados. Os turistas que eram esperados para o evento não se revelaram dispostos a gastar com hospedagens superfaturadas e buscaram alternativas. Para quem decidiu comprar imóvel nas cidades-sedes da Copa vem fazendo bom negócio ainda durante a competição. Com a baixa procura os preços especulativos não conseguiram se manter, mas o momento continua promissor a preços justos.
O que acontece é uma ‘farofa’. ‘Gringos’ que vieram assistir ao mundial não se interessaram por luxo, até porque a cultura brasileira não é essa. O que importa, tem-se visto, é a diversidade que o país oferece, festas atípicas, musicalidade; de fato o que une o povo. Outra confirmação para a inflação imaginada por proprietários de imóveis não se consolidar. a inflação dos imóveis para locação apostada pelos proprietários, não se realizou. A maioria teve que readaptar valores. Uma opção tem sido estadias em hostels. Clientes alugam os quartos e sublocam camas por preço acessível. No Rio de Janeiro, barracos foram reformados para locação, proporcionando conforto e qualidade com valores consideráveis. Outra alternativa que estrangeiros da America Latina criaram foi vir para o Brasil com o próprio veículo ou traillers, fazendo-os de dormitório, arcando apenas com estacionamentos.
É do conhecimento de todos que o mercado passa por grande desaceleração de valorização — e continuará pós Copa. Talvez nunca tivemos momento tão interessante e favorável ao mercado imobiliário. Indícios disso acabam de ser confirmados pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas): o valor médio do metro quadrado anunciado no Brasil desacelerou em maio pelo sexto mês consecutivo.
Luiz Augusto de Castro
Empresário, arquiteto urbanista
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