O Espiritismo, desde a publicação de sua base doutrinária, em 1857 (O Livro dos Espíritos), consistente de revelações de Luminares da Espiritualidade, e revivescendo os já milenares ensinamentos cristãos, tem como um dos esteios de sua doutrina a pluralidade dos mundos habitados. Jesus dissera: ‘Na casa de meu Pai, há muitas moradas’.
A Terra não está só, e, longe de deterem qualquer privilégio entre a infinidade de mundos que abrigam inteligência, seus habitantes estão apenas no segundo passo no infinito esforço intelectual e moral.
O programa ‘Matéria de Capa’, da TV Cultura,em 20 de maio deste ano, exibiu reportagem sobre o falecido expoente da astronomia, astrobiologia e astrofísica, o norte-americano Carl Sagan, destacando-lhe, entre outras, a importante contribuição para que as mentes científicas admitam a ideia de que a Terra não é o único planeta habitado, conclusão a que chegou, segundo ele mesmo, valendo-se do uso da famosa Equação de Blake, segundo a qual, tomando-se alguns dados científicos, pode-se chegar próximo ao número provável dos planetas habitados.
O Espiritismo, todavia, nutre a certeza de que, sendo o universo infinito, infinito é o número de mundos, sendo igualmente infinitas as categorias desses mundos, se física, intelectual e moralmente considerados. Dessa asserção, resulta também ilógico o fato de, segundo a reportagem divulgada pela televisão Cultura, muitos colegas de Carl Sagan, simplesmente ,desprezarem sua teorização sob a alegação de que não passaria de mera suposição.
Acionemos a razão e a lógica e se nos estabelece imediatamente a certeza inabalável de que não estamos sós na imensidão sideral, como se tudo o demais que nos exibe o zimbório multiestrelado não fossem sóis a iluminar e aquecer todas as outras moradas.
Sendo o Criador Inteligência Suprema, há que se admitir o axioma de que inteligente é toda a Sua Criação.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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