Os moradores e comerciantes do Recanto Elimar I e II, na região Sul de Franca, estão assustados com o aumento da violência na região. Antes tranquilos e seguros, os bairros passaram a registrar repetidos roubos e furtos. As ações, que acontecem independentemente de dia e horário, instauraram um sentimento de insegurança nos que ali vivem ou trabalham e foram relatadas ontem, 27, em mais uma edição do programa Hora da Verdade Itinerante, da rádio Difusora AM.
Transmitido ao vivo, em frente à ONG Academia de Artes, na avenida João Batista Paula Silva, o programa apresentado por Leandro Vaz com comentários de Marcelo Valim ouviu depoimentos de comerciantes que foram assaltados em mais de uma ocasião. Proprietária de um varejão, Francina Rodrigues da Silva Raimundo foi vítima dos ladrões duas vezes em cinco meses. Em ambas as ações, os bandidos estavam armados e levaram todo o dinheiro do caixa. “Me sinto desprotegida e não fico mais sozinha. Além disso, passei a fechar o varejão mais cedo.” Os assaltos aconteceram à tarde e no início da noite, próximo do horário de fechamento do ponto comercial.
Na região, não é difícil encontrar pessoas que conheçam alguém ou que tenham sido vítimas dos bandidos. Ainda na avenida João Batista Paula Silva, o auxiliar de almoxarifado Felipe Rossin teve a casa invadida em um domingo durante o dia. Ele saiu para almoçar e, quando retornou, encontrou o imóvel revirado e sem uma televisão e videogame.
Duas quadras dali, os criminosos foram ainda mais ousados e furtaram, também à luz do dia, duas casas vizinhas ao mesmo tempo. “A gente fica com medo de voltar a acontecer. Agora, suspeito de tudo e de todos”, disse Francinéia Alves, que se uniu à vizinha Fabiana Roa e outros moradores da rua para que um zele pela casa do outro. “A polícia quase não passa e o curioso é que eles (os ladrões) entraram sem arrombar o portão e a porta.”
De acordo com os moradores e comerciantes, os ataques acontecem normalmente durante o dia e, no caso dos roubos, funcionários e clientes são feitos reféns durante a ação, que é rápida.
Em uma drogaria do bairro, a farmacêutica está amedrontada. Ela foi assaltada duas vezes em um fim de semana. “Foram três menores, que primeiro se passaram por cliente e depois voltaram e anunciaram o assalto. Já no outro dia, eles chegaram direto”, disse a mulher, que chegou a ser ameaçada e, por isso, prefere não se identificar.
Para a população do Recanto Elimar, a tranquilidade do bairro, a falta de policiamento, as áreas de mata fechada e a saída sem dificuldade para a rodovia Ronan Rocha e Complexo Aeroporto facilitam a ação dos marginais.
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