O 1º Distrito Policial de Franca registrou, na tarde de ontem, a denúncia de uma comerciante contra um médico do Hospital São Joaquim Unimed. A mulher de 40 anos, residente no Jardim Consolação, acusa um ginecologista e obstetra de lesionar sua bexiga durante uma cesariana. O fato, segundo ela, ocorreu no último dia 14 de junho.
Em seu relato, a comerciante alega que foi submetida a uma cesariana. Após o parto, ela reclamou de fortes dores e do fato de não conseguir urinar. O médico que a atendeu teria dito que “era normal” e “iria melhorar”. “Continuei com dificuldades para urinar e quando conseguia, saía muito sangue na urina. O médico alegou que era normal”, disse a mulher em seu depoimento.
Dois dias após o parto, a comerciante recebeu alta, mesmo, segundo ela, com sangramento na urina. No dia seguinte, 17, ainda com dores e desta vez sem conseguir urinar, ela disse que voltou ao hospital. “Me passaram uma sonda, falaram com o médico que me atendeu no parto e ele reiterou que eu não tinha nada. Com isso, me deram alta novamente.”
Na quarta-feira, 18, ela retornou ao hospital nas mesmas condições. Nesta nova visita, os atendentes lhe encaminharam para um urologista. A comerciante declarou que foi submetida a exame de ultra-sonografia. O resultado, segundo ela, apontou um hematoma na bexiga, causado na hora do parto. O médico, afirmou a mulher, negou que tenha lhe causado a lesão.
A comerciante exibiu aos policiais uma sonda que deverá usar até o final de julho e declarou estar recebendo antibióticos. Ela teme passar por outro procedimento cirúrgico caso o problema não se resolva com as medidas aplicadas atualmente.
A mulher recebeu uma requisição para comparecer na próxima semana ao IML (Instituto Médico Legal), onde deverá ser submetida a exames de corpo de delito.
A ocorrência foi registrada no 1º DP, mas será o 2º DP responsável em apurá-la, já que o hospital está localizado na área de jurisdição do 2º. O delegado João Walter Tostes Garcia só se manifestará após receber as cópias do boletim de ocorrência e ouvir a denunciante. “Vai depender da vítima a instauração do inquérito. Se ela representar contra o médico, vamos investigar o caso”, lembrou o delegado do 2º.
O médico acusado não foi localizado ontem para falar sobre a denúncia. O hospital, através de sua assessoria de imprensa, declarou não “ter nada formalizado”, e que “o Departamento Jurídico aguardará manifestação (oficial sobre o caso)”.
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