Chico Bento e Rosinha moram na roça onde se conheceram. Ele não tem grandes posses, é trabalhador, esforçado, e lá um dia sonha em dar para sua amada algo como uma casinha branca no pé da serra, bem ao lado da barranca do rio Paraná - uma beleza de lugar. Por ora passeiam bastante pelos campos, tomam banho de rio, de cachoeira, namoram ao luar e ela, por sua graça, atrai olhares como os de Zé Lélé, primo mas não páreo dele. Chico Bento gosta de presentear a namorada: guarda para ela as goiabas mais bonitas que colhe. É galanteador: quando a cumprimenta levanta o chapéu de palha e lhe faz lindos buquês de flores do campo que encontra no caminho de casa para a escola que frequentam juntos, e se esmera na aparência quando marcam encontro. Por enquanto a vida simples e natural lhes é perfeita. Que Chico Bento não desista de fazê-la feliz e que ela não se deixe seduzir pelo perigoso, endinheirado e insistente filho do coronel, um tal de Genésio, que por ora ela despreza, mas que quanto mais despreza, mais atiça.
(Lúcia H. M. Brigagão)
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