Trabalho social sério e de resultados


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Crianças atendidas pela Academia de Artes durante apresentação de Natal do ano passado. Festa contou com danças, entrega de presentes, almoço especial, bolos e doces e muita animação entre os presentes, além da presença do Papai Noel
Crianças atendidas pela Academia de Artes durante apresentação de Natal do ano passado. Festa contou com danças, entrega de presentes, almoço especial, bolos e doces e muita animação entre os presentes, além da presença do Papai Noel
“Minha vida melhorou e você é o culpado”. A frase é simples e direta, mas se agiganta ao ter partido espontaneamente de uma das crianças atendidas pela ONG Academia das Artes. As palavras singelas ganham importância ao ratificarem a máxima de que apostar e investir com seriedade em projetos sociais e educacionais vale a pena e gera resultados positivos para a sociedade.
 
A Academia de Artes (antes Veredas) é mantida desde 2005 integralmente e sem nenhuma verba governamental pelo GCN Comunicação e seus colaboradores e atende de forma inteiramente gratuita aproximadamente 300 crianças e adultos. Sediada no bairro Recanto Elimar II, a instituição desenvolve projetos educacionais, culturais e de qualidade de vida, oferecendo mais de 20 oficinas que englobam arte, cultura, educação, lazer, e, sobretudo, oferecem uma nova visão de mundo a seus participantes.
 
Na lista de cursos ofertados estão oficinas ligadas diretamente a educação, como inglês (kids e musical), matemática, língua portuguesa, ciências e química, roda de leitura e informática (manhã e tarde); aulas que envolvem atividades físicas, como judô, capoeira, balé e tae kwondo; oficinas musicais, de violão e coral; além de artísticas, como técnica de desenho, pintura em tela e artesanato.
 
A frase, citada no início do texto, foi narrada pela auxiliar de coordenação da ONG, Ilda Nastazi Xavier Bielli, que atua há oito anos na entidade e diz ficar “tomada pela emoção” a cada vez que tenta descrever a importância do trabalho desenvolvido na Academia. “Todas as oficinas são ministradas por voluntários. Hoje em dia as pessoas não têm mais tempo de cumprir o lado social. Então é ainda mais gratificante ver o trabalho de cada um dos 19 atuais voluntários que dão aulas aqui. Ouvir de uma criança que mal sabe formar frases que a vida dela melhorou e você é o responsável, é incrível. É muito bom poder dizer para crianças e adolescentes, muitas vezes sem esperanças com a vida, que eles podem mais, é gratificante”, disse.
 
Sonia Machiavelli, presidente do Conselho Consultivo do GCN e diretora da Academia, afirma que as mudanças cognitivas, de comportamento e de atitude que são perceptíveis nas crianças que frequentam ou que passaram pelos cursos endossam a importância dos serviços prestados pela instituição. “Uma criança que esclarece as dúvidas que a atormentam num problema matemático; outra que passa a compreender melhor um texto literário; a que realiza o sonho de fazer aula de balé; o menino que se vê acolhido num grupo que gosta de um esporte específico; o jovem que adentra o mundo da computação; as senhoras que têm nas aulas de bordado também um espaço para a troca de ideias sobre suas vidas e problemas - enfim, quando todos estes e outros, na sua relação com a Academia, revelam crescimento e se integram melhor no seu meio, isso se torna importante. Significa que os voluntários ofereceram aos alunos algo que eles aproveitaram para suas vidas, melhorando-as.”
 
Sonia, que também é professora voluntária nas oficinas de língua portuguesa da Academia de Artes, afirma que o GCN apostou neste projeto e assumiu esta causa por saber bem qual é a força do conhecimento no processo de libertação das pessoas, uma vez que é produtor de conteúdo jornalístico, portanto, de informação. “Só o conhecimento liberta e confere autonomia”, afirma.

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