Fim da burocracia


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Acaba de ser assinado um termo de compromisso entre o governo federal e governos do Estado e do município de São Paulo para agilizar abertura de empresas pela simplificação de registros, no chamado Redesim. A meta é reduzir para cinco dias a abertura. Hoje são, em média, 156 dias, um dos maiores prazos do mundo. Apesar da vocação do brasileiro para o empreendedorismo — segundo a GEM (Global Entrepreneurship Monitor), o país é o 10º mais empreendedor — a burocracia afasta micros da legalidade. Cerca de 80% dos estabelecimentos, segundo o governo estadual, não têm alvará de funcionamento. 
 
O avanço da tecnologia mudou a face do mercado de trabalho, enxugando postos. No entanto, no Brasil não há incentivos a essa cultura, desde a escola. Cena comum em filmes de Hollywood mostra adolescentes trabalhando nas férias escolares, para conseguir dinheiro a mais. O CIEE trabalha na direção de incentivar o jovem empreendedor, principalmente no que tange a meio estágio, já que o futuro proprietário de uma empresa precisa aumentar sua bagagem profissional com experiências práticas. Numa empresa, é possível vivenciar as atividades daquele setor, ganhando boa percepção de erros e acertos que podem ser cometidos durante o percurso.
 
Por isso que iniciativas como essa das três esferas de governo é muito salutar e devem ser apoiadas. Diminuir o tempo de abertura de um novo negócio ajuda na inserção de novos empreendedores e de novas iniciativas de negócios, aumentando também os postos de emprego formal. Nos países desenvolvidos, como nos Estados Unidos, o empreendedorismo sempre foi um dos pilares de sustentação da economia, e desenvolver as competências entre os jovens criativos, ousados e inovadores deve ser encarado como uma forte contribuição para o crescimento do país. 
 
Luiz Gonzaga Bertelli
Presidente do CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola), da Academia Paulista de História (APH), e diretor da Fiesp

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