Realmente, parece que Deus é brasileiro. Até agora todos os prognósticos negativos dos pessimistas de plantão em relação à Copa do Mundo em solo brasileiro não se confirmaram, isso se considerarmos o que vem sendo divulgado pela mídia.
Analisando-se o evento em si e, obviamente, abstraindo-se das questões ligadas aos elevados custos das arenas envolvidas naquilo que se convencionou chamar de ‘Projeto Copa do Mundo’, o fato é que tudo, até este momento, caminha sereno e revestido de pleno êxito.
Os estádios, no fundamental, estão concluídos e não há vestígios de material de construção dentro deles, como vinha sendo preconizado que ocorreria. Os gramados estão em perfeita ordem, mesmo e apesar das eternas reclamações dos futebolistas.
Todos os jogos, inclusive os de menor expressão, têm recebido lotação completa, ou quase completa, ao contrário de outras copas que se tornaram conhecidas pela baixa frequência de público em alguns jogos. A rede hoteleira comemora alta taxa de ocupação de turistas, especialmente estrangeiros. Os aeroportos funcionam adequadamente com poucos e decolagens sem atrasos significativos.
O entusiasmo é geral e os turistas estrangeiros destacam a simpatia do povo brasileiro, o que tem gerado boa imagem do país no exterior. Dentro de campo, já é a Copa com a maior média de gols e de surpresas. Tradicionais seleções foram eliminadas ainda na primeira fase por potencias futebolísticas emergentes, fato que dá um sabor especial ao torneio.
Até as tão esperadas manifestações não encontraram ressonância no conjunto da sociedade. Foram poucas e vazias, pois recheadas de vandalismo, coisa que ninguém, minimamente racional, aceita mais.
O Brasil mostra ao mundo a sua cara de país emergente nos planos econômico e social. Porém, não dá, neste momento, para antever o ‘the day after’, o dia depois do fim da competição, ou seja, qual será o verdadeiro legado. É viver e torcer.
Setímio Salerno Miguel
Advogado empresarial e professor da Faculdade de Direito de Franca
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.