Quem precisou ser atendido no início da noite da última terça-feira no Pronto-socorro da Unimed, que funciona no Hospital São Joaquim, teve de ter muita paciência. A fila de espera chegou a 40 pacientes e a demora para atendimento ultrapassou as três horas. Reclamações e muitas queixas não faltaram. O transtorno para os usuários tem se tornado uma constante. Segundo a direção do hospital, o problema acontece por conta do aumento da demanda que começou no mês passado.
De acordo com dados da Unimed, no início do ano, a média de atendimentos no pronto-socorro era de 11 mil pessoas por mês. Com a proximidade da chegada do inverno, em maio, este número saltou para 16 mil, um acréscimo de 46%. “Isso é reflexo da estação do ano. Este aumento acontece sempre durante o período de frio e seca, quando a ocorrência das doenças do trato respiratório cresce”, disse a diretora-administrativa Dinave Garcia Américo.
Ela disse que, desde fevereiro, a Unimed vem tentando encontrar soluções para melhorar o atendimento prestado no PS e diminuir o tempo de espera. “Estamos cientes deste problema. Acompanhamos os números dos atendimentos e trabalhamos para amenizar a espera.” Entre as soluções, está a contratação de mais médicos por plantões. Antes eram dois clínicos para os adultos e três pediatras para as crianças. Hoje são três clínicos e quatro pediatras nos dias e horários de maior demanda.
Além disso, a Unimed também vem fazendo mudanças no sistema de atendimento do PS. Recentemente, começou a funcionar a triagem, em que, depois de serem registrados, os pacientes passam por um pré-atendimento. “Lá, enfermeiras fazem a aferição da pressão, medem a febre e alguns sinais importantes. Se for verificada alguma alteração significativa, o paciente é encaminhado imediatamente para o atendimento médico”, explicou Dinave.
A partir de 1º de julho, a triagem terá seu funcionamento estendido, passando até as 21 horas. Hoje funciona até as 19 horas. Em agosto, atenderá até as 23 horas.
A diretora afirmou ainda que a maior parte dos atendimentos hoje prestados pelo pronto-socorro não é de urgência e emergência. “São casos em que a pessoa não corre risco de vida, como uma gripe forte ou infecção de garganta. Na verdade, deveriam ser resolvidos nos consultórios médicos, mas por uma questão cultural e de praticidade, o paciente busca o atendimento no pronto-socorro. Isso acaba gerando a grande demanda e, por consequência, a espera.”
Como o PS é obrigado a obedecer a classificação de urgência, os casos mais graves acabam sendo atendidos primeiro, independentemente, da ordem de chegada do paciente. “Aqueles que podem esperar acabam ficando para depois. Por isso, o melhor para fugir das filas e da espera, que é muito cansativa, é procurar o consultório médico”, aconselha a diretora.
Dinave disse que a Unimed disponibiliza um serviço de auxílio aos usuários que enfrentarem dificuldade para marcação de consulta. O telefone é o (16) 3711-6677.
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