Sistema agonizante


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A situação da saúde pública em nosso País atingiu um estado calamitoso. A fragilidade do SUS (Sistema Único de Saúde) fica patente, onde quer que seja. Não é apenas em Franca, onde as verbas são geridas pela Prefeitura, que investe nos Prontos-socorros e UBSs (Unidades Básicas de Saúde). Por aqui, as reclamações são diárias. Não se pode mais conviver com uma rede que obriga seus usuários a passarem horas a fio à espera de uma senha para marcar consultas ou então uma unidade incapaz de internar rapidamente pacientes em estado grave. Já foram registradas mortes decorrentes das falhas de atendimento e demora no socorro. Mas a situação caótica não ocorre apenas aqui.
 
O noticiário de jornais, rádios e TVs é pródigo em exemplos negativos, os quais explicitam a incapacidade do sistema público em atender todos os brasileiros, propiciando uma rede de excelência. Ou pelo menos digna, como determina a Constituição Brasileira. Os problemas se avolumam e as medidas tomadas até agora são paliativos incapazes de resolver esta grave questão. Contratar médicos estrangeiros ou distribuir medicamentos de graça não bastam para solucionar as mazelas dos que sofrem com o atendimento propiciado pelo SUS. Enquanto a classe política não sentir na pele o que os demais brasileiros sofrem para serem atendidos dificilmente o quadro será modificado.
 
A falta de gerenciamento fica patente quando se vê que, por falta de uma fiscalização adequada, dinheiro que deveria prover hospitais e unidades de saúde de equipamentos em perfeito estado de funcionamento acaba escoando pelo ralo da corrupção. Quantas vezes não vemos, dia a dia, fraudes que enriquecem gestores e diretores de hospitais públicos País afora? O noticiário já mostrou que o SUS já pagou partos cesarianos para homens, intervenções cirúrgicas em defuntos ou hospitais que nunca funcionaram. Assim como em outros setores, o Brasil gasta muito. Mas continua gastando mal, sem criar uma rede eficiente de fiscalização que leve à Justiça os que locupletam.
 
No Brasil, infelizmente, há muita gente que busca vantagens pessoais em detrimento da saúde, da educação e das obras capazes de melhorar a qualidade de vida da maioria da população, que continua à espera de condições dignas de sobrevivência. A impunidade coloca milhões de pessoas em situação de quase indigência. Programas de transferência de renda e outros, de ordem social, melhoram a vida dos brasileiros menos afortunados, mas não contemplam todos os seus anseios e necessidade.
 
Pesquisas recentes demonstram que, ao lado da segurança, a questão da saúde pública é a que mais preocupa a nossa população. Por isso, é necessário que esta preocupação seja realmente encampada por nossos gestores políticos, desde o governo federal até o municipal, para que mudemos este jogo. O brasileiro não merece viver à míngua, humilhando-se em busca de um atendimento que, na maioria das vezes, acaba sendo-lhe negado. A cada ano mais trabalhadores vão sendo incluídos no sistema tributário do País. E todos eles esperam uma atenção maior para com o seu bem-estar.
 
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