Largo o baile, suja de confetes.
Meu corpo dói ao me ver estranha.
Desfaço os tapetes e as máximas
(é preciso um novo olhar para caber).
Desenvolvo as faíscas inertes
E a chama dos convites negados
Há de ter saraus, microfones e carolinas
No rumo em que vou.
A alegria de ir
Carrega a dor do que deixo.
Mas se ficar, só dor haverá.
Vou ao mercado, a alma em bricolagem,
E pago o preço do que construir.
Meus sonhos, minha arte nata.
Shirley Machado de Oliveira, analista da Promotoria de Justiça de Ibiraci
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.