As histórias eram transmitidas de geração a geração, com as pessoas contando e aumentando detalhes do que tinham então escutado. Foi assim com as fábulas que Esopo contava pelos caminhos, atraindo a atenção de crianças e adultos para seus animais transformados em personagens que davam lições de moral aos homens.
Depois os livros passaram a ser manuscritos pelos copistas. Os copistas eram monges que moravam em conventos e tinham habilidades com a escrita. Eles enfeitavam os livros com iluminuras, que eram gravuras coloridas e ricas. Iniciavam cada parágrafo com uma grande letra em cores e trabalhada. Esses livros que eram bem grandes, quase da altura de um ser humano adulto, pertenciam em geral às igrejas , onde permaneceram por séculos. Hoje alguns deles se encontram em museus, como o famoso Livro de Kells, guardado pela Universidade de Dublin e exposto à visitação.
Uma evolução foi a xilogravura. Outros monges que se sucederam aos copistas escreviam em pranchas de madeira que eram depois imersas em tinta e carimbadas em tecido ou papel. Desta forma obtinham várias cópias a partir de uma matriz.
Com a invenção da imprensa, ficou mais fácil produzir livros em série. E os grandes escritores passaram a ser lidos por muita gente. Aparecem na cena literária o inglês Chaucer (Cantos de Canterbury), o espanhol Cervantes (Dom Quixote), o irlandês Swift (As viagens de Gulliver), o russo Dostoievski (Crime e Castigo), o dinamarquês Andersen (Contos de fada),o norte-americano Mark Twain (Tom Sawyer), o escocês Stevenson ( A Ilha do Tesouro), o irlandês Joyce (Ulisses), o francês Jules Verne (A volta ao mundo em 80 dias). Etc. No Brasil, máquinas de imprimir livros só chegaram depois que aqui aportou a família real portuguesa, em 1809.
O grande nome brasileiro da literatura infantil, Monteiro Lobato, foi também um editor de livros. Ele é autor da frase: “Um país se faz com homens e livros.”
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.