A história do livro


| Tempo de leitura: 2 min
Os copistas iniciavam cada parágrafo  com uma  grande letra trabalhada  em cores
Os copistas iniciavam cada parágrafo com uma grande letra trabalhada em cores
As histórias eram transmitidas de geração a geração, com as pessoas  contando e aumentando detalhes do que tinham então escutado. Foi assim com as fábulas que Esopo contava pelos caminhos, atraindo a atenção de crianças e adultos para seus animais transformados em personagens que davam lições de moral aos homens.
 
Depois os livros passaram a ser manuscritos pelos copistas. Os copistas eram monges que moravam em conventos e tinham habilidades com a escrita. Eles enfeitavam os livros com iluminuras, que eram gravuras coloridas e ricas. Iniciavam cada parágrafo com uma grande letra em cores e trabalhada. Esses livros que eram bem grandes, quase da altura de um ser humano adulto, pertenciam  em geral às igrejas , onde permaneceram por séculos. Hoje alguns deles se encontram em museus, como o famoso Livro de Kells, guardado pela Universidade de Dublin e exposto à visitação. 
 
Uma evolução foi a xilogravura. Outros  monges que se sucederam aos copistas escreviam em pranchas de madeira que eram depois imersas em tinta e carimbadas em tecido ou papel. Desta forma obtinham várias cópias a partir de uma matriz.
 
Com a invenção da imprensa, ficou mais fácil produzir livros em série. E os grandes escritores passaram a ser lidos por muita gente. Aparecem na cena literária o inglês Chaucer  (Cantos de Canterbury), o espanhol Cervantes (Dom Quixote),  o irlandês Swift (As viagens de Gulliver), o russo Dostoievski (Crime e Castigo),  o dinamarquês Andersen (Contos de fada),o norte-americano Mark Twain (Tom Sawyer), o escocês Stevenson ( A Ilha do Tesouro), o irlandês Joyce (Ulisses), o francês Jules Verne (A volta ao mundo em 80 dias). Etc. No Brasil, máquinas de imprimir livros só chegaram depois que aqui aportou a família real portuguesa, em 1809.
 
O grande nome  brasileiro da literatura infantil, Monteiro Lobato, foi também um editor de livros. Ele é autor da frase: “Um país se faz com homens e livros.”

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários