A despeito de qualquer crítica à forma como a Copa foi organizada, o Brasil se colocou na vitrine do mundo e está atraindo visitantes de todo o mundo. Coincidentemente, comemorou-se em 13 de junho, o Dia do Turista. Por ambos os motivos, é oportunidade para refletir sobre a importância do turismo para o país e o quanto a propaganda da Copa pode ser produtiva ou não. Se, por um lado, a exposição do país pode ampliar o interesse mundial por conhecê-lo melhor, nada será revertido a favor se turistas não forem bem recebidos, se a infra-estrutura turística não corresponder ao esperado.
Não basta bom jogo de futebol. É preciso bom atendimento desde a chegada, nos aeroportos ou estradas, até na hospedagem, restaurantes, casas noturnas, museus etc. Tem que fazê-lo voltar, incentivar familiares e amigos a que também aqui estejam. A expectativa é de R$ 6,7 bilhões em gastos feitos por cerca de 3,7 milhões de turistas. São Paulo, uma das 12 cidades-sede, se preparou com obras e projetos para bem receber. Considerada o maior destino de eventos internacionais, figura entre as top 15 cidades do mundo e é principal destino turístico no país.
Não basta, apenas, excelentes atrativos, sejam naturais, artificiais ou culturais. A escolha do destino depende não só de atrações, mas também da infra-estrutura à disposição, desde abastecimento de água, energia elétrica e atendimento à saúde, como rede hoteleira, serviços de alimentação, transporte, acesso aos pontos.
Aproveitando, então, o ensejo do Dia do Turista coincidente com a Copa, torçamos para o país, o Estado e nossos municípios invistam em planejamento e infra-estrutura como uma política pública que deve ser adotada por todos os governantes. Para a frente, Brasil!
João Caramez
Deputado estadual, coordenador da Frente pelo Desenvolvimento dos Municípios de Interesse Turístico (Fremitur)
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