Se as mulheres, de sublimado papel na cocriação, merecem atenção todos os dias, não é anacronismo se a outra parte do gênero humano pensa e fala sobre elas em data distante da que lhes foi consagrada entre todos os dias do ano.
Lembramos que, a partir da importante conquista das mulheres russas em 1917, a data especial de homenagear a mulher alastrou-se para o Ocidente, onde acabou por encolher-se sob a imposição do machismo, para, só na segunda metade do século passado, impor-se graças à conquista feminina da igualdade de direitos.
Ainda que detentora da condição de matriz da vida humana, oportunizando a reencarnação de espíritos endividados e desejosos de redimir-se, sendo, porquanto, a mais expressiva cooperadora da obra de Deus, muito lhes deviam os machos que, negando-lhes direitos, as inferiorizavam, a ponto de duvidarem que elas tinham alma. Inobstante, e infelizmente, reconheça-lhes o desdouro moral de disputarem os mesmos vícios com os homens, a humanidade evoluiu como um todo e as mulheres se impuseram como iguais e capazes de ombrear nos mesmos cometimentos.
O caderno ‘Ilustríssima’, publicado pelo jornal Folha de S. Paulo, edição de 30 de março deste 2014, contém relevante reportagem exaltando as conquistas duramente conquistadas pelas mulheres iranianas.
Como é sabido, em alguns países do Oriente, especialmente os de orientação teocrática, a mulher se coloca em plano inferior, a obedecer regras rigorosas de comportamento, sem liberdade.
Pois, não é que ali a sociedade evoluiu para o reconhecimento de seus direitos?! Elas já frequentam faculdades. Há médicas, juízas, engenheiras, motoristas, pilotos de avião, deputadas, vereadoras, prefeitas, governadoras.
O espírito tanto pode nascer homem como mulher, segundo seu compromisso remissivo. Daí, não ser a diferença de sexo muito mais do que morfológica.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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