Câmara procura substituto para o lugar de Lomônaco


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José Antônio Lomônaco protagonizou uma série de polêmicas internas, denúncias de assédio moral e pedidos de exoneração
José Antônio Lomônaco protagonizou uma série de polêmicas internas, denúncias de assédio moral e pedidos de exoneração
A conturbada passagem do advogado José Antônio Lomônaco pela direção-geral da Câmara não deverá ser superior a dois meses. Após uma série de polêmicas internas, denúncias de assédio moral e pedidos de exoneração, sua permanência no cargo tornou-se insustentável. A relação de desafetos inclui servidores, assessores e vereadores. Ele mesmo concluiu que não há mais clima para continuar e se antecipou à iminente degola colocando o cargo à disposição. Na noite de ontem, o presidente Jépy Pereira (PSDB) disse que ainda não havia tomado alguma decisão sobre o desligamento.
 
Mas, os vereadores já davam como certa a queda desde cedo e já procuravam um substituto. Um dos convidados foi o ex-diretor do departamento Jurídico, Waldir de Sousa Paludeto, que trabalhou 37 anos e dois meses na Câmara. Ele se aposentou em 2010. “Foi uma honra ter sido procurado. Estou conversando com a família e analisando os prós e contras. Ainda não tem nada decidido”, afirmou.
 
Antes de assumir a direção, dia 16 de abril, indicado por Jépy, Lomônaco havia ingressado com ação popular contra as advogadas da Câmara alegando que elas teriam feito “manobra ilegal para dobrar os salários”. O Tribunal Regional do Trabalho decidiu que elas estavam certas. Mesmo assim, o presidente resolveu bancá-lo no cargo. 
 
A aposta de Jépy para harmonizar o clima na Câmara mostrou-se um “fogo amigo” devastador. Lomônaco criou polêmica interna por cortar o café dos servidores, por tentar viajar com o carro oficial sem motorista e por tentar impedir que assessores, funcionários e vereadores acessassem redes sociais. Em uma semana, duas representações, uma de autoria dos servidores e outra do sindicato da categoria, foram feitas contra ele na Comissão de Corregedoria. Os funcionários pediram sua exoneração por suposto abuso de poder e “escandaloso assédio moral”.
 
A gota d’água foi o pedido que fez, segunda-feira, ao presidente para abrir procedimento administrativo disciplinar contra um servidor por ele não ter desejado bom dia ao diretor. “Não existe clima para o Lomônaco na Câmara faz tempo”, afirmou o vereador Adérmis Marini (PSDB).
 

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