Neste país de leis de pouca eficiência e nenhuma eficácia, as municipais copiam. A exemplo daquelas, criam deveres e mandam que haja fiscalização, mas, é só utopia. Não há fiscais atuantes. O que pode fazer diferença para valer é o cidadão cumpridor de leis, mas são poucos e estão calados. Falemos da distribuição de folhetos de propaganda que se joga por ai, casa a casa, carro a carro, bueiro a bueiro, córrego a córrego. Lei proíbe distribuidores de atirar em garagens, só nas caixas de correio. A Câmara, de novo, afinou: mandou fiscalizar, e multar infratores, mas não disse quem faria! Gastei dinheiro para desentupir galeria de água pluvial que passa por minha garagem e sai à rua. Do outro lado do cano soltou-se grande bucha com quilos de folhetos — atiram tudo mesmo lugar para o serviço acabar rápido. Como não há jeito de flagrar a entrega para cobrar o que gastei, o jeito é penalizar quem contrata a distribuição. Daqui em diante, vou anotar as razões sociais e contar aqui. Quem sabe, cobrem melhor serviço dos distribuidores. Como dizia minha avó, ‘veja nos bueiros, como o povo de seu tempo pratica educação...!’
CONTO DE FADAS... Então, quando a gente fala de fiscalização que funcione, não encontra. Veja ai: ônibus urbanos com superlotação, uso adequado de vagas de idosos e deficientes, ou de vagas no Centro; ‘tapumes’ em frente a caixas e instalação de câmeras nas áreas externas de bancos para coibir ‘saidinhas’, atendimento em vinte minutos nas filas de casas bancárias. A lista é enorme. Supor que alguém esteja preocupado com essas coisas, é conto de fadas...
TENHO AS PLACAS: Vá ao Walmart ou ao Franca Shopping. Pare no estacionamento. Constate: as vagas para idosos ou deficientes são usadas por jovens e casais de saúde plena sem qualquer vergonha... Cobro e ouço: ‘é só por um momentinho...’; ‘cuide de sua vida e não me encha o saco...’ Tenho as placas de vários e penso em publicar. Impunidade tem a cara deste país. E tem quem goste...
SÓ NÚMEROS? Por força de lei, empresas que abrem estacionamentos para idosos e deficientes físicos, têm (pela lei municipal) que fiscalizar o (bom) uso, mas, desista. A vaga de idoso da agência do Banco do Brasil da avenida ‘Brasil’ foi cedida, dia destes, a ação mercadológica da Mitsubishi, e teve o espaço ocupado por uma tenda e moças bonitas. A julgar pela decisão, a instituição respeita seus clientes como pessoas ou como carteiras?
‘QUEM SABE, COM O HEXA...’ O Brasil está em campo e tem brasileiros torcendo contra. Enganam-se. Não são os jogadores os responsabilidade pelos bilhões gastos em estádios, no uso do verde, amarelo, coração e gosto por futebol para fazer esquecer as merdas que fazem. Somos nós, que os elegemos! Torçam para que Neymar e seus companheiros ganhem o hexa. Servirá para manter acesa a ideia de tomarmos posição contrária nesta próxima eleição...
FOLGADOS: ‘Autoridades’ francanas chegam atrasadas a eventos, sem nenhum respeito a quem quer seja, e ainda por cima, folgados, ocupam lugares que não lhes são reservados. Demonstram o jeito com que exercem suas vidas e cargos: ‘eu sou eu e o resto é (...)’. Ou: ‘lixem-se; estou no poder só pelo dinheiro, pela exposição pública e benefícios que o posto me dá’.
DE LEVE: Senhora da alta roda paulistana parou o fotógrafo Divaldo Moreira, deste GCN, no Jockey Clube de São Paulo. Baixinho, confidenciou que lhe tinha uma ‘santa’ inveja: ‘Queria que meu cabelo tivesse o volume do seu...’. Inimigos dos ‘penteados’ de Divaldo se renderam. Santo de casa, finalmente, faz milagre.
Luiz Neto
jornalista, editor de Opinião - luizneto@comerciodafranca.com.br
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