Vigilância em Saúde monitora casos de violência


| Tempo de leitura: 2 min
Movimentação em frente ao PS Municipal: agressões registradas pelas unidades de Saúde são monitoradas
Movimentação em frente ao PS Municipal: agressões registradas pelas unidades de Saúde são monitoradas
Casos de violência doméstica e sexual cometidos contra crianças, adultos, idosos ou mulheres vêm desde o começo do ano sendo uma preocupação não só dos órgãos de segurança, mas também da Vigilância Epidemiológica de Franca. O trabalho é para que as vítimas denunciem mais esse tipo de ocorrência e, dessa forma, aumente o número de notificações. Só neste ano, de janeiro a maio, já foram registradas 33 notificações contra 37 ao longo de todo 2013.
 
O registro é uma obrigatoriedade imposta pelo Ministério da Saúde a todos os órgãos de saúde para inclusão no Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), porém, médicos e profissionais de saúde só denunciavam os casos de violência com a concordância dos pacientes. 
 
A exceção eram os casos envolvendo crianças e adolescentes, quando, na maioria das vezes, o Conselho Tutelar era acionado. “Estamos fazendo uma capacitação para quebrar esse paradigma. Se o sistema não notificar, o número de casos se mantém baixo e a implantação de políticas públicas não acontece”, disse o diretor da Vigilância em Saúde, José Conrado Netto.
 
De acordo com os dados, a maioria das vítimas é homens e os casos mais comuns são em decorrência de brigas em bar. Das 33 notificações feitas em 2014, por exemplo, em 26, foram os homens que sofreram com a violência. Os casos de violência passaram a ser notificados pela Vigilância em Franca em 2008. Nesses seis anos, foram realizadas 85 notificações, sendo que no primeiro ano houve apenas oito registros.
 
Além da violência física, há também notificações de violência sexual, violência psicomoral e tortura. “Nos dois últimos casos de violência apesar de não haver lesão, também há danos para a vítima. A psicomoral é aquela onde a vítima sofre rejeição, desrespeito ou é submetida a uma situação humilhante. E a tortura acontece quando a pessoa é constrangida diante ameaça”, explicou Netto.
 
As notificações revelam ainda que, além de bares, grande parte das agressões ocorre na residência da vítima, em via pública e até escolas. Já os agressores, em muito dos casos são cônjuge, padrasto, mãe, pai, namorado e ex-namorado. 
 
Segundo o diretor de Vigilância, fora o registro numérico, a notificação permite traçar um perfil epidemiológico e também a realização de uma Busca Ativa, espécie de acompanhamento onde há o levantamento de outras informações, também consideradas com relevantes. “Por meio da Busca Ativa, você consegue descobrir tudo o que existe por trás, saber o que motivou a violência, qual o histórico da vítima e, a partir daí, é possível fazer um trabalho de prevenção.”

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários