A coincidência de datas da celebração do Dia dos Namorados e do início da Copa do Mundo de Futebol no Brasil mudou as preferências dos apaixonados na hora de escolher o presente do parceiro este ano. Joias e roupas deram lugar a televisores e camisas de seleções, o que fez parte do setor varejista comemorar e outra parte lamentar a simultaneidade dos eventos.
“A venda de TV está surpreendendo. Por conta da Copa, os clientes que possuem televisores antigos estão trocando por novos, e os que já possuem TVs modernas querem aparelhos com telas maiores. Para esse mercado, as vendas estão aquecidas há uns dois meses por conta da proximidade do Mundial”, disse o gerente de uma loja de móveis e eletrodomésticos, Maurício Castro, que afirma ainda ter sentido um aumento de 3% nas vendas para o Dia dos Namorados de 2014 em relação à mesma data do ano passado.
“O presente mais procurados pelos casais tem sido o aparelho celular. Estamos esperando também um bom retorno com o horário estendido”, disse Castro, se referindo ao horário especial das lojas que ontem ficaram abertas até as 22 horas.
O Mundial também fez com que casais escolhessem presentes diferentes dos tradicionais flores e bombons. O gerente de uma loja de artigos esportivos, Fernando Salmazo, disse que tem vendido muitas camisas de seleções de futebol aos apaixonados. “O Dia dos Namorados não é uma data significativa para nós, mas esse ano foi diferente. Vendemos muitas camisas do Brasil para o namorado que já leva também para a namorada, ou vice-versa”, disse.
Já a vendedora de uma joalheria, Wanda Silva, não está feliz com a coincidência das datas. “O Dia dos Namorados geralmente é o segundo melhor para nós no ano, só perde para o Natal. Mas este ano está muito fraco. Acredito que seja por conta da Copa, mas a questão do menor número de vagas de estacionamento no Centro também prejudicou.”
Já a gerente de uma loja de bolsas e acessórios femininos, Fernanda Neves, não registrou crescimento na procura dos namorados por itens de sua loja em relação à mesma data no ano passado. “Não houve nem aumento nem queda.”
Até o início da tarde de ontem, a gerente de uma loja de roupas masculinas, Márcia Aparecida Urban, também não havia sentido um aumento nas vendas para o 12 de junho de 2014 em relação à mesma data de 2013. Mas a gerente estava esperançosa. “Hoje (ontem) vamos até as dez da noite, e ainda tem amanhã (hoje). Estamos esperando um aumento de 20%.”
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