Pesquisa mostra força do Interior


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Dos 645 municípios paulistas, 638 (equivalente a 98,9%) apresentam nível de desenvolvimento “alto ou moderado”, de acordo com o IFDM (Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal), um parâmetro levado em conta há seis anos para a avaliação do status dos municípios brasileiros. O índice foi criado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro para acompanhar a evolução dos 5.565 municípios no País. Na versão deste ano, o Estado de São Paulo possui os 11 primeiros colocados no ranking do país e 67 cidades entre os 100 primeiros colocados. Isso denota a força da economia do Interior Paulista no cenário nacional. Desde 2012, o Interior Paulista é considerado o maior mercado consumidor do país segundo pesquisa da IPC Marketing, seguido pela Região Metropolitana da capital. 
 
O maior destaque do índice em São Paulo desta vez é na área de educação: 622 cidades (96,4%) exibiram alto desenvolvimento. Das 100 maiores notas do ranking nacional do IFDM Educação, 96 são de São Paulo. Os 10 primeiros colocados no ranking paulista têm pontuação superior a 0,9 ponto nas áreas de educação e saúde. Louveira ocupa o primeiro lugar. Outras seis cidades conseguiram manter-se no top 10 paulista na comparação com o ano anterior: S. José do Rio Preto, São Caetano do Sul, Barueri, Votuporanga, Amparo e Indaiatuba. Os outros três municípios entre os 10 melhores do estado são Jundiaí, Vinhedo e Santos. No ranking das capitais brasileiras, São Paulo ocupa a segunda posição, com IFDM 0,8642, atrás apenas de Curitiba. 
 
O IFDM avalia as condições de educação, saúde, emprego e renda de todos os municípios brasileiros. O índice varia de zero a 1 ponto para classificar o nível de cada cidade em quatro categorias: baixo (de 0 a 0,4), regular (0,4001 a 0,6), moderado (de 0,6001 a 0,8) e alto (0,8001 a 1) desenvolvimento. Os resultados obtidos têm base em informações oficiais do governo federal. 
 
Alerta no campo: A Andef (Associação Nacional de Defesa Vegetal) divulgou levantamento segundo o qual os 31 países visitantes que disputarão a Copa do Mundo abrigam, juntos, mais de 350 pragas inexistentes no Brasil. São insetos, ácaros, fungos e vírus que, se introduzidos em nossas lavouras, poderão causar prejuízos aos agricultores locais e podem até impactar a produção nacional de alimentos. A conclusão é de que a Copa é um risco para a segurança sanitária vegetal. São Paulo receberá as seleções da Holanda, Chile, Bélgica, Uruguai, Croácia, Coreia do Sul e Inglaterra, alguns deles grandes produtores mundiais flores e hortaliças. Devido ao deslocamento de dezenas de milhares de torcedores, as chances de alguma praga da cultura chegar à região aumenta, segundo a entidade. Os EUA, com 225 pragas quarentenárias para o Brasil, lideram o ranking das “nações mais perigosas” para a agricultura brasileira. Os americanos são justamente os que mais compraram ingressos para os jogos da Copa -- cerca de 187 mil entradas. Turistas vindos da França, Itália, Austrália e Alemanha também preocupam. Os técnicos consultados pela Andef avaliam que o trânsito de pessoas entre países nos últimos anos tem ajudado a disseminar as pragas pelo mundo. Entre 1901 e 2014, 68 espécies de pragas exóticas foram detectadas no Brasil, 20 delas somente nos últimos dez anos. No período da Olimpíada de Pequim, em 2008, foram introduzidas 44 novas pragas na China. 
 
Medicina: Assis também quer a sua faculdade de medicina. Lideranças políticas se mobilizam para implantação do curso na Fundação Educacional do Município de Assis (Fema). A presidente do Conselho Estadual de Educação, Guiomar Namo de Mello, analisa projeto pedagógico do curso de medicina na cidade. 
 
Wilson Marini
Jornalista - email wmarini@apj.inf.br

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