A milionária reforma do prédio do “esqueleto” ficará ainda mais cara. A Prefeitura aditou o valor e repassará mais R$ 682,5 mil à construtora responsável pelas obras. O valor previsto na concorrência era R$ 9 milhões. O município já havia gasto R$ 1,7 milhão para comprar o imóvel que encontrava-se abandonado há três décadas. A intenção é abrigar no local a Secretaria de Educação, hoje instalada no Colégio Champagnat.
Abrir as torneiras dos cofres públicos e gastar todo este dinheiro na recuperação do esqueleto foi uma decisão do então prefeito Sidnei Rocha (PSDB), que deixou para o seu sucessor Alexandre Ferreira (PSDB) concluir o serviço. A medida causou polêmica e gerou críticas. Por três vezes, a Câmara, dominada por vereadores governistas, rejeitou o projeto que autorizava a Prefeitura a alterar o orçamento fiscal para fazer a reforma.
A autorização legislativa foi dada em agosto de 2012. O tema indigesto foi, estrategicamente, esquecido durante a campanha eleitoral. Logo após conseguir eleger Alexandre, Sidnei abriu a licitação em novembro.
Os serviços de reforma do “esqueleto” começaram em fevereiro do ano passado, já sob a administração do novo prefeito. O prazo previsto para a conclusão dos trabalhos era de um ano. Na semana passada, a Prefeitura decidiu repassar mais quase R$ 700 mil à empreiteira que venceu a concorrência. Segundo portaria publicada na Imprensa Oficial do município, R$ 119,1 mil serão destinados para o pagamento de mão de obra. O montante maior, R$ 563,4 mil, será usado para a compra de materiais.
O aditamento do valor foi pedido pela Secretaria de Planejamento Urbano. O titular da pasta, Nicola Rossano, não respondeu aos pedidos de entrevista para explicar os motivos pelos quais a Prefeitura aumentará em mais de meio milhão os gastos com o esqueleto.
Localizado às margens da rodovia Cândido Portinari com a avenida Francisco Quintanilha Ribeiro, o prédio começou a ser construído na década de 1980. O projeto inicial da obra previa a existência de três andares. Foram construídos cinco. A Prefeitura teve de reforçar os pilares e as fundações para recuperar a estrutura existente.
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