Preços sobem e ‘supermercado’ fica bem mais caro em Franca


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A professora Melissa Cavalcanti Bandos, coordenadora do Instituto de Pesquisas do Uni-Facef, mostra tomates, cujo quilo sofreu alta de 40,12% no último ano
A professora Melissa Cavalcanti Bandos, coordenadora do Instituto de Pesquisas do Uni-Facef, mostra tomates, cujo quilo sofreu alta de 40,12% no último ano
Encher o carrinho de compras tem se tornado uma tarefa árdua para os consumidores de Franca. A cada ida ao supermercado, os preços dos produtos surpreendem e o dinheiro reservado para a feira mensal rende cada vez menos. Somente no intervalo de um ano, a cesta básica registrou seis aumentos e alcançou em maio último, o maior valor do período. No caso de alguns produtos apontados como vilões, como o tomate, a variação chegou a 40%. 
 
Basta passar pelas gôndolas nos mercados para perceber que, além do tomate, banana, carne, leite, refrigerante e materiais de limpeza também estão mais caros e passaram a ser olhados com ressalvas pelas donas de casa. O reajuste dos preços, inclusive, é confirmado pelo Ipes (Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais) do Uni-Facef, que divulga mensalmente, em parceria com a Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca), a Pesquisa de Cesta Básica realizada em 15 supermercados da cidade. 
 
Segundo levantamento encomendado com exclusividade pelo Comércio, de maio de 2013 para o mesmo mês de 2014, a cesta básica, composta por 13 itens considerados suficientes para o sustento de um trabalhador, sofreu uma elevação de 8,90%. Saltou de R$ 275,39 para R$ 299,90, o maior valor na comparação dos 12 meses.
 
Conhecido como um curinga na cozinha, devido suas inúmeras utilidades, o tomate foi um dos principais responsáveis pelo aumento. Em maio do ano passado, era vendido a R$ 4,09 o quilo. Um ano depois, o mesmo quilo custa agora R$ 5,74. Se não bastasse a salada mais cara, o preço da carne também não tem agradado. O quilo do coxão mole aumentou de R$ 12,44 para R$ 15,30, uma variação de 23%.
 
De acordo com a coordenadora do Ipes, a professora Melissa Cavalcanti Bandos, existe uma tendência da alta principalmente na carne e nos hortifrutis. “No caso do tomate, há um desequilíbrio entre a demanda e a oferta motivado principalmente pelas oscilações climáticas.”
 
Para a funcionária pública Ana Rita Maranha, a saída tem sido utilizar mais verduras e legumes e reforçar a pesquisa de preço antes da compra. A mesma alternativa tem sido implantada pela sapateira Dione Mara Cadorim, que se assustou com o preço do arroz. “Meu salário não está rendendo. Tudo ficou mais caro”, disse. Para economizar, Dione não só procura o menor preço, como busca utilizar mais produtos de época. “Só nos materiais de limpeza, mantenho a mesma marca, pois com um inferior acabo gastando duas vezes mais.”
 
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