Em pesquisa do departamento de estudos econômicos do governo norte-americano, divulgada no The New York Times, a função de auditor interno aparecia entre os Top 5 das carreiras em ascensão até 2018. No Brasil esse retrato também é real. Somos cerca de 45 mil profissionais atuando nos setores privado e público. Grande parte ocupa posição estratégica nas principais reuniões das organizações.
Embora seja profissão multidisciplinar que aceita graduados de engenharia, direito, TI e até, médicos, boa parte carrega, na bagagem, conhecimento e prática de ciências contábeis já que têm que trabalhar com análises documentais e avaliação de balanços. Cada vez mais contadores têm migrado para auditoria interna em busca de desafios e ganhos atrativos. A profissão é respeitada e projetos realizados são reportados diretamente ao conselho de administração e à presidência.
Característica positiva é a possibilidade de conhecer, em profundidade, todas as áreas da organização. Auditores brasileiros planejam posicionados à visão de riscos, à legislação do país e a normas internacionais. A carreira de auditoria interna também tem sido valorizada no combate à corrupção vivida no Brasil.
O auditor é peça fundamental, na valorização de controles internos, já que empresas podem sofrer, a partir de agora, com a nova Lei Anticorrupção. Auditores internos têm o dever de promover processos financeiros transparentes em prol de um país mais lícito, filosofia essa também compartilhada pelos profissionais de contabilidade.
O mercado está aberto e aquecido. As oportunidades são latentes e reais. Um contador, seguramente, já caminhou muito para estar bem próximo do departamento de auditoria interna. Basta vontade e capacitação.
André Marini
Presidente executivo do Instituto dos Auditores Internos do Brasil, auditor da Secretaria de Controle Interno da Presidência da República
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