As guerras e a moral


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O cientista e pensador Allan Kardec, o codificador do Espiritismo, em O Livro dos Espíritos, capítulo ‘Lei de Destruição’, constou, dos instrutores espirituais, graves explicações sobre a existência das guerras e as razões pelas quais elas são permitidas por Deus. São, obviamente, ensinamentos ainda não conhecidos da humanidade, ou estaria o nosso planeta gozando de plena paz. 
 
O egoísmo e a prevalência da natureza animal sobre a natureza espiritual não mais caberiam na personalidade humana, e todos estaríamos convencidos de que as lutas fratricidas representam vergonhoso atraso moral. Sob um clima de igualdade, qualquer lembrança de que um dia, em nome da ambição, alguém usava o poder escravizador feriria o mais íntimo da alma, agora sensível à Luz. Convincentes, as Instruções de Mais Alto, ditando que fracos hão de ser auxiliados pos fortes, se nos mostrariam enredadas com os ensinos Cristãos.
 
Das guerras, dizem os mentores, se têm elas o seu lado abominável, por outro, oferecem a aceitação e a aplicação de novas idéias, expressivos avanços científicos e tecnológicos, e a evolução por força do sofrimento depurador. Conquistas femininas resultaram da falta dos homens vitimados pelas batalhas dizimadoras, contribuindo para a igualdade de direitos entre os sexos, mostrando as mulheres igualmente capazes de produzir e administrar. Ademais, as batalhas e seus consectários não se fazem apenas do lado físico de uma sociedade, mas com a parceria espiritual. Assim, na luta encarniçada, tanto quanto na consecução de meios para remediar os angustiosos danos dela advindos, os habitantes da esfera extrafísica correspondem, em igual natureza e intensidade, ao esforço do homem para a realização dos seus propósitos, inspirando, os bons espíritos, para as áreas do conhecimento. 
 
Nada obstante, cumpre-nos considerar que as nobres conquistas humanas são perfeitamente possíveis independentemente de conflitos angustiantes, e que a vitória do bem será o fim da maior das guerras humanas. 
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
 

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