Eu nunca entendi porque ele chamava a gente de “coração de abóbora”. Era assim tão carinhoso e espontâneo que dispensava interpretações. Ele colecionava muitos corações de abóbora, eram pessoas queridas que cultivava com adubos chamados carinho e simplicidade, e de fato estas abóboras se multiplicavam e a cada dia sua horta crescia mais. Ele tinha muitos amigos, abóboras maduras e sementes de abóboras. Vegetal ou doce em formato de coração, o significado não importava, este apelido carinhoso e sua humildade alimentavam qualquer amizade. Artista, criativo, idealista, honesto, amigo, sincero, ator, arteiro, Wagner Voss! A somatória de qualquer adjetivo não pode mensurar toda sua trajetória e valor. Adeus silêncio, enquanto houver memória sempre haverá Voss!
Este texto não é uma despedida, pois um artista nunca morre, estará sempre presente e vivo através de sua criação.
Karina Gera, publicitária
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