Saúde pública de Franca vira caso de polícia de novo


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A mãe Aline de Abreu e o avô Alberto Pimenta mostram boletim de ocorrência e exames da garota
A mãe Aline de Abreu e o avô Alberto Pimenta mostram boletim de ocorrência e exames da garota
Dois casos ocorridos nos prontos-socorros da cidade na noite de terça-feira e manhã de quarta foram parar na polícia. Em uma das ocorrências, um médico foi agredido pelo filho de uma paciente no Pronto-socorro “Álvaro Azzuz”. Em outra, um avô registrou o BO após a neta passar cinco vezes pelo Pronto-socorro Infantil no período de um mês e não conseguir ter o caso solucionado.
 
Conforme relato do escrivão da Polícia Civil Rogério Primo tanto o médico quanto o filho da paciente compareceram ao plantão policial. Ele relatou que o servidor municipal Sebastião Carlos Borges Tamburus, 59, disse que atendeu a paciente e orientou a enfermeira a ministrar uma medicação. Tamburus teria ido para outra sala quando foi surpreendido pela invasão de seu agressor, o auxiliar geral Kliferson Willian Dionisio Costa, 23, que deu socos no médico, o que cortou a boca do profissional.
 
Já Costa confessou ter agredido o médico, mas disse que o fez pois, após tomar a medicação indicada por Tamburus, sua mãe começou a tremer e a passar mal. Ele pediu socorro ao médico e a enfermeiros, mas não teria sido atendido o que o levou a agredir o servidor. O auxiliar geral irá responder ao crime de lesão corporal dolosa.
 
Em nota, a Prefeitura informou que “o caso já está sendo apurado, com mais detalhes, pela Comissão de Sindicância da Secretaria Municipal de Saúde”.
 
Pronto-socorro Infantil
O caso envolvendo Kliferson Willian não foi o único relacionado à saúde pública municipal registrado pela polícia. O sapateiro Alberto Pimenta Abreu, 41, foi ao 3º Distrito Policial na manhã de ontem após levar sua neta de um ano e sete meses pela quinta vez ao Pronto-socorro Infantil no último mês. 
 
A garota foi diagnosticada com infecção de urina no dia 14 de maio por um médico pediatra da UBS do Jardim Planalto, que pediu exames para confirmar suas suspeitas. Com a piora do quadro da garota, que apresentou febre alta, a família levou a criança ao PSI. “A médica que atendeu a gente receitou um antibiótico, mas não resolveu e ela continuou tendo febre. Continuamos indo lá até que essa mesma médica receitou um tratamento de sete dias com injeção”, disse a mãe da garota, a coladeira de peças Aline Cristina de Abreu, 21.
 
Ao final da aplicação das injeções, a garotinha continuou apresentando um quadro febril o que fez a família a comparecer ao PSI no início da manhã de ontem. “O que me levou a fazer o boletim foi chegarmos no pronto-socorro com minha neta com 40 graus de febre e eles pediram para a gente esperar. Esperar mais? Era a quinta vez que estávamos indo lá e não resolvia”, disse Abreu.
 
Ainda pela manhã, a garota foi transferida para a Santa Casa, onde passou por mais exames e foi liberada com receita para um novo tratamento com antibiótico, diferente do ministrado nas últimas semanas. A medicação foi fornecida gratuitamente pela Secretaria Municipal de Saúde.
 

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