Padrão Alexandre


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Agilidade, eficiência e responsabilidade com o dinheiro público parecem não ser preocupações do governo comandado por Alexandre Ferreira (PSDB). Atraso de obras e prorrogações de contratos com empreiteiras, que deveriam ser exceção, se tornaram regra na Prefeitura. Além de privar a população dos serviços, a prática resulta em mais gastos. A casa do artista deveria ter sido entregue em março de 2013. O contrato já foi aditado quatro vezes. O exemplo não é o único. Anteontem, o prefeito prorrogou por mais 120 dias o contrato com a construtora responsável pelas obras da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Aeroporto. Foi o quarto aditamento. A obra deveria ter sido entregue em fevereiro. Do ano passado. Não está chovendo e, aparentemente, não há um fato relevante que justifique tantos adiamentos. A UPA começou a ser construída quando o secretário de Saúde era Alexandre Ferreira. Imagina-se que ele conhecia o projeto quando o prazo de conclusão foi estipulado no edital da concorrência pública, que escolheu a empreiteira. A Prefeitura não informou os motivos do quarto aditamento de contrato. O valor extra a ser pago à construtora também foi mantido sob sigilo. Foi publicado apenas que foi solicitação da Secretaria de Planejamento Urbano. O secretário Nicola Rossano foi procurado para dar explicações. Disse que estava em reunião e pediu para retornar em 30 minutos. Outras dez ligações foram feitas, como combinado. Nenhuma foi atendida. A última prorrogação havia elevado o custo em R$ 148,2 mil. 
 
Telefone mudo: A Assessoria de Comunicação da Prefeitura divulgou nota, ontem, afirmando que as equipes de Saúde estão trabalhando para oferecer atendimento “digno e eficaz com programas de humanização e acolhimento”. Prometeu apurar todas as reclamações e pediu a colaboração dos usuários que poderão fazer queixas pelo telefone 3711-94** (isso mesmo, com dois asteriscos no final). Se alguém conseguir, favor avisar.
 
Amores roubados: Luiz Vergara pretende ser candidato a deputado estadual pelo PSB, mas o dono do partido, Marco Aurélio Ubiali, não o quer. Adérmis Marini sonha em sair a federal, mas o PSDB prefere outro. O sonho dos tucanos é Sidnei Rocha. Durante visita à região, semana passada, o governador Geraldo Alckmin deixou isso bem claro.
 
Vale um semáforo burro: A Câmara aprovou terça-feira o Dia do Cantor Gospel. Adivinhe quem propôs a homenagem?
 
Voto deles: Falando em Pastor Otávio, que é pré-candidato a deputado estadual pelo PTB, ele desfilou a tiracolo, em evento social, sábado, com um pré-candidato a federal baseado em São Paulo, com quem pretende formar dobradinha.
 
Tucanos congelados: Se você precisa de alguém para dar um empurrão e fazer aquela indicação para o sonhado emprego, passe longe dos tucanos de Franca. O advogado Edson Junqueira estava com um pé no TJ e muito perto de se tornar desembargador. Adérmis, Alexandre, Sidnei Rocha e Roberto Engler pediram uma ajudinha ao governador. Deu no que deu.
 
Hora da verdade: Se os vereadores vão reconhecer o trabalho de seus funcionários e enfrentar eventuais críticas é outra coisa, mas tramita na Câmara e deverá ser votado terça-feira projeto que fixa o salário dos assessores em R$ 3,4 mil. Se aprovado, o valor será equiparado ao dos assistentes que começaram a trabalhar nos gabinetes este ano. Os assessores alegam que estão há quase dez anos sem reajuste real, que são obrigados a usar o veículo particular e que ficam à disposição dos patrões 24 horas por dia.
 
Edson Arantes
jornalista - edson@comerciodafranca.com.br
 

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