o nome “junina” é uma mistura que ocorreu entre “joanina” (relativa ao santo João) e junina ( relacionada do sexto mês do ano). O termo apareceu no Brasil logo que os portugueses começaram a festejar seus santos, o que representou grande atração para os grupos formados por populações indígenas e afro-brasileiras que se encontravam em território brasileiro. A festa, que era bem portuguesa, misturou-se com costumes indígenas e afro, ganhando cores mais vivas.
A festa de São João tornou-se muito concorrida no nordeste e atrai milhares de pessoas. Ali, há uma profusão de pratos à base de milho, pois é tempo de colheita das espigas naquela região. Mas por todo o Brasil, de norte a sul, receitas que usam milho, como a canjica e a pamonha, são consumidas com muito gosto por todos. Quem faz uma festa junina prepara o espaço a que dá o nome de arraial. Este era o nome dos primeiros povoados brasileiros e o que se procura reproduzir é isso: uma igrejinha, casas, praça, barracas e um galpão onde se podem comer as delícias gastronômicas. Quando a festa ocorre ao ar livre, é comum acender-se uma fogueira. Ao redor dela se celebram o casamento em encenação que têm muito humor.
A quadrilha entra como parte da festa de casamento. Dança típica, teve origem na França e chegou ao Brasil por volta de 1820, através dos portugueses, que a tinham conhecido antes de virem para cá. Durante o período imperial (1820-1889) a quadrilha era a dança preferida para abrir os bailes da Corte. Depois se popularizou, saiu do palácio e ganhou os clubes e as ruas. O povo assimilou a coreografia e a pronúncia francesa de alguns comandos dados pelo marcador da quadrilha- em geral, a pessoa mais experiente do grupo. No quadro ao lado você pode conhecer alguns.
Curiosidades
A primeira festa é de Santo Antônio, no dia 13; a segunda de São João, dia 24; a terceira, de São Pedro, dia 29
A noite de São João costuma ser a mais fria e a mais longa do ano: escurece antes das 18 horas e o dia custa a raiar
Na quadrilha, usa-se o caipirês, mistura de caipira com francês, para marcar os passos: anavantur (en avant tout) quer dizer ‘todo mundo para frente’
Anarriê (en derrière) é ‘para trás’, otrefoá (autre fois) é ‘outra vez’, cefini (c’est fini) é ‘acabou’.
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