Uma cidade em retração, principalmente quando o assunto é emprego e renda. Esse é o cenário de Franca segundo o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal divulgado nesta semana, pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro.
Segundo os resultados apresentados, apesar de o desenvolvimento ainda ser considerado alto (0.8460 em 2011), o índice caiu em relação ao ano anterior (0.8633 em 2010) e a colocação da cidade despencou nos rankings nacional e estadual (veja quadro nesta página).
Elaborado com base em dados de emprego e renda, educação e saúde, o que provocou a queda do índice de Franca foi o primeiro indicador. Números do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho, mostram que o saldo de empregos na cidade, levando em consideração o mês de abril, está em queda desde 2010. Naquele ano, foram geradas 2.089 vagas no período, quantidade que reduziu para 1.756 em 2011 e 1.514 vagas em 2012. A exceção ficou por conta de 2013, quando a criação de postos de trabalho subiu e alcançou 1.839 empregos. Neste ano, houve um novo declínio e o total de vagas geradas passou para apenas 262 - este é o menor saldo referente ao mês de abril dos últimos cinco anos.
A desaceleração, inclusive, já é sentida no setor comercial. Durante dois anos, a Motoasa, antiga Luana Motos, manteve duas lojas na cidade. No final de abril, no entanto, devido à falta de demanda, uma das unidades encerrou as atividades e todo atendimento ficou na loja da Estação. “Não havia movimento para as duas lojas, então resolvemos reduzir as despesas fixas. Com uma única loja, mantemos o mesmo volume de vendas”, disse o gerente Ismar Baptista.
De acordo com ele, o fluxo de loja vem em uma decrescente nos últimos anos motivada pela restrição de crédito e a baixa renda do francano. A estimativa é que as vendas tenham caído de 20% a 30%, tendo por base os licenciamentos existentes. “Em relação a outras cidades da região, temos uma renda per capita inferior. O nosso público alvo, que quer deixar o ônibus, a bicicleta, não consegue dar uma boa entrada para financiar uma motocicleta.”
Para o especialista em desenvolvimento econômico do Sistema Firjan, Jonathas Goulart, a conjuntura econômica da cidade focada de modo especial na indústria foi que provocou esse comportamento. “Esse é um patamar razoável, pois houve redução na geração de empregos, diferente de cidades que contam com os setores de serviço e comércio mais fortes.”
Nos indicadores saúde e educação, os índices de Franca tiveram avanço em 2011 em relação ao levantamento anterior.
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