A agência oficial Investe São Paulo e a Ubrafe (União Brasileira dos Promotores de Feiras e Eventos) assinaram segunda-feira memorando de entendimentos para que cooperem na promoção de investimentos e na realização das principais feiras de negócios no Estado de São Paulo. São Paulo é considerado o Estado que mais recebe feiras e eventos relacionados a negócios no País. Só na capital, são realizados cerca de 800 eventos por ano. A atividade gera a circulação de R$ 9 bilhões entre investimentos de expositores e promotores nas feiras. Esse valor, somado aos gastos de turistas e com transporte aéreo, movimenta cerca de R$ 16,3 bilhões. São cerca de 8,8 milhões de visitantes na cidade por ano.
Anualmente, as feiras com a marca Ubrafe na capital paulista reúnem cerca de 46 mil grandes, médias, pequenas e micro empresas expositoras (5 mil estrangeiras), que recebem juntas, mais de 5,2 milhões de visitantes, entre empresários, executivos, comerciantes e profissionais, sendo 80 mil compradores estrangeiros de 60 países. Abrangendo os mais variados setores da nossa economia, representam cerca de 90% da ocupação em pavilhões de todos os eventos de promoção comercial realizados no País.
Em julho, nitidamente aproveitando a realização da Copa do Mundo e a visibilidade que o Brasil terá no período, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar trará ao país investidores, especialistas e formadores de opinião estrangeiros para conhecer o setor sucroenergético. A ação faz parte do Projeto Copa do Mundo, realizado pela Apex-Brasil em parceria com mais de 700 empresas e entidades setoriais brasileiras. Envolvendo 76 setores da economia, a iniciativa trará 2.300 compradores, investidores e formadores de opinião de 104 países ao Brasil para realizar agendas de negócios e acompanhar os jogos.
O álcool em estádios: Está de volta a discussão sobre a liberação ou não da venda de bebidas alcoólicas em partidas de futebol. Oficialmente, São Paulo é o único Estado a manter por enquanto a proibição da comercialização de bebidas alcoólicas durante jogos da Copa do Mundo. Nos últimos dias, a bancada evangélica conseguiu barrar por duas vezes a votação em plenário do projeto de lei 198/2014 que, dentre outras medidas, libera a venda de bebidas alcoólicas nos estádios nos jogos da Copa do Mundo em São Paulo. Carlos Cezar (PSB), um dos deputados que puxa a frente contrária ao projeto, diz que o fator “econômico” é o único considerado pelos colegas que são favoráveis à liberação da venda de bebidas alcoólicas nos jogos da Copa, “em detrimento da segurança dos torcedores”.
O deputado aponta dados do Ministério Público que evidenciam a redução da violência em estádios de Minas Gerais, São Paulo e Pernambuco após proibição O Estatuto do Torcedor e leis estaduais regulamentaram a medida. Houve queda em ocorrências de violência em Minas de 75%, enquanto que o público nos estádios aumentou. Apenas no Mineirão, em dez partidas antes da proibição foram registradas, em média, 39 ocorrências e, no mesmo número de jogos, depois da proibição, 10 episódios. Já em São Paulo, o número de ocorrências caiu para 49 em 2006 (última estatística no levantamento do MP). Em 1996, ano em que foi adotada a proibição de bebida nos estádios, com a edição da Lei 9.470/96, o número de ocorrências chegou a 496 no Estado.
Rodrigo Moraes (PSC) é outro que votou contra a venda de bebidas alcoólicas em jogos da Fifa. “O projeto é um retrocesso, pois essa Casa de Leis já foi contra a venda de bebidas alcoólicas em estádios de futebol, agora querem abrir uma exceção, isso é inadmissível”. Além de Moraes, a bancada do PSD, PRB e os deputados Orlando Morando (PSDB) e Jooji Hato (PMDB) defenderam que a proibição continuasse, alegando que a permissão estimula o consumo de álcool. Já a bancada do PT, o deputado major Olímpio (PDT) e o líder do governo estadual, Barros Munhoz, defenderam a proposta dizendo que a exceção se daria para os jogos da Copa. Moraes rebate: “O ser humano está em primeiro lugar e não as finanças da Fifa e de uma fábrica de cervejas”.
Wilson Marini
Jornalista - email wmarini@apj.inf.br
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