Publicitário confessa que matou e esquartejou zelador por motivos banais


| Tempo de leitura: 2 min

O publicitário Eduardo Tadeu Pinto Martins, 47, confessou ter matado e esquartejado o zelador do prédio Casa Verde, em que morava, localizado na Zona Norte de São Paulo. O corpo do zelador Jezi Lopes de Souza, 63, foi colocado em uma mala e dentro de um saco plástico e levado pelo publicitário e sua mulher, a advogada Ieda da Silva Martins, 42, para a casa do casal em Praia Grande.

Segundo as investigações, o esquartejamento teria ocorrido no litoral – apesar de partes do corpo já terem sido separadas para caberem na bala e no saco plástico – e os pedaços do corpo de Jezi foram espalhados pela casa. Alguns dentro da churrasqueira e outros escondidos pela casa e encobertos com cal para evitar o mau cheiro. Um vizinho disse que Eduardo não tinha atitudes suspeitas e que estava fazendo um churrasco no domingo (1º) na casa.

Segundo o delegado Egídio Cobo, Eduardo confessou o crime e disse que a motivação do crime foram “coisas banais, coisas de condomínio. Nem todos os condôminos aceitavam a maneira de administrar [do zelador]”, explicou. “Ele nunca esperava que a polícia fosse agir tão rápido”, completou.

As câmaras de segurança do edifício em que o zelador trabalhava ajudaram a confirmar a confissão do publicitário. A última vez que Jezi foi visto foi às 15h35 entrando em um dos andares. Mas não há imagens dele voltando ao elevador ou deixando o prédio.

Às 17h50, Eduardo é flagrado pela câmera do elevador “arrastando uma mala escura e carregando um saco, ambos de grande porte, que demonstraram estar bem pesadas, levando-se em consideração a dificuldade (…) ao arrastá-las”, afirmam Sheyla Viana de Souza, a filha do zelador, seu namorado e um policial militar.

Testemunhas disseram que o publicitário e a advogada foram vistos na garagem colocando a bagagem e o saco em seu carro no estacionamento. Ao ser registrado o desaparecimento de Jezi, os policiais militares foram até o apartamento do casal e vasculharam o local. Encontraram mala e sacos similares aos do vídeo.

Questionado sobre sua relação com Jezi, Eduardo disse que “já havia discutido diversas vezes com Jezi, mas que ontem [sexta-feira] nada havia acontecido”. Não foi o que relatou Sheyla segundo testemunho de uma moradora que ouviu “gritos de discussão, pedindo para parar, e ao olhar pelo olho mágico do apartamento teria visto o morador [o publicitário] (…) fechando a porta”.

No ano passado, mais de 23 mil pessoas desapareceram só no estado de São Paulo e 80% dos casos foram resolvidos, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP).

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários