O gesseiro Sidney Amaral Gomes, 32, que morreu após sofrer um acidente de trânsito no dia 22 de maio, “sumiu” por oito horas de acordo com a informação passada pela Santa Casa e com o prontuário do paciente no hospital São Joaquim. Apesar do horário de saída da vítima informado pela entidade pública ser 16h58, a família afirma que Sidney permaneceu na Santa Casa até o início da madrugada, quando foi transferido para o hospital particular.
Gomes colidiu a moto que pilotava contra um carro, no Brasilândia, por volta das 14 horas do último dia 21. O gesseiro foi levado à Santa Casa, onde permaneceu em um espaço “tipo CTI”, enquanto aguardava um leito no Centro de Tratamento, segundo o hospital. Por volta da 1h20, já do dia 22, ele foi transferido para o São Joaquim, devido à falta de vagas no hospital público. Ele morreu às 6 horas.
Os parentes da vítima reclamam da omissão de informações sobre a gravidade do caso. “Só ficamos sabendo da gravidade do caso dele quando, às nove da noite, disseram que ele aguardava vaga no CTI. Na Santa Casa, ele ficou o tempo todo em uma sala com algumas macas separadas por uma cortina e as enfermeiras falavam que ele estava com corte no rosto e fazendo exame. Nenhum médico falou com a gente hora nenhuma”, disse a irmã da vítima, Sirlene Miranda Jesus.
Segundo a Certidão de Óbito de Gomes, as causas de sua morte são traumatismos torácico e cranioencefálico. Ele deixou mulher e quatro filhos.
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